Exausta mesmo após boa noite de sono? Pode ser problema intestinal!

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 1 de maio de 2026 às 12:30
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Desequilíbrio no microbioma intestinal pode causar inflamação que afeta o cérebro e contribui para fadiga persistente

O cansaço constante nem sempre está ligado apenas à falta de sono: ele pode ser de origem intestinal (Foto Magnific)

 

O cansaço constante nem sempre está ligado apenas à falta de sono: ele pode ter origem no intestino. Uma nova análise aponta que alterações no microbioma intestinal são capazes de desencadear processos inflamatórios que afetam diretamente o cérebro e os níveis de energia ao longo do dia.

Publicado na revista Nutrients, o estudo revela que alterações na microbiota intestinal aparecem com frequência em pessoas com síndrome da fadiga crônica e podem estar ligadas à inflamação sistêmica, alterações metabólicas e disfunções no eixo intestino-cérebro.

Segundo o conteúdo, o chamado eixo intestino-cérebro funciona como um sistema de comunicação entre a microbiota intestinal, o sistema nervoso e o sistema imunológico.

Desequilíbrio gera inflamação

Quando há desequilíbrio nesse ecossistema — condição conhecida como disbiose — o organismo pode produzir substâncias inflamatórias que ultrapassam o intestino e chegam ao cérebro, contribuindo para um quadro de neuroinflamação.

Esse processo ajuda a explicar por que algumas pessoas se sentem exaustas mesmo após uma boa noite de sono.

A inflamação de baixo grau pode impactar funções cognitivas, humor e disposição física, gerando sintomas como dificuldade de concentração, “névoa mental” e fadiga persistente.

Sintomas

Entre os sinais que podem indicar relação entre o intestino e o cansaço, estão: sensação de fadiga frequente, alterações intestinais (como gases e inchaço), maior sensibilidade ao estresse e indisposição após consumir alimentos ultraprocessados.

Embora esses sintomas não confirmem um diagnóstico isolado, eles sugerem que a saúde intestinal pode estar envolvida.

Estudos científicos recentes reforçam essa conexão. Pesquisas citadas pelo portal mostram que pessoas com síndrome da fadiga crônica frequentemente apresentam alterações na microbiota intestinal, associadas a inflamação sistêmica e disfunções metabólicas.

Fonte: Metrópoles


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