Aos 68 anos, morre ex-jogador Oscar Schmidt, “Mão Santa” e desafeto dos francanos

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 17 de abril de 2026 às 18:00
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Durante participação em podcast, ele se referiu a Franca de forma pejorativa, chamando cidade de “lugar de merda”

O basquete brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores ícones. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após passar mal em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde do município.

Conhecido internacionalmente como “Mão Santa”, o ex-jogador construiu uma das carreiras mais marcantes da história do esporte, sendo referência tanto no Brasil quanto no cenário mundial. A informação sobre a morte foi confirmada por sua assessoria.

Com trajetória consolidada na Seleção Brasileira de Basquete, ele se destacou por feitos expressivos, como a participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos e a marca histórica de mais de mil pontos anotados na competição. Ao longo da carreira, também conquistou títulos importantes, incluindo campeonatos sul-americanos e uma medalha em torneio mundial.

Nos últimos anos, Oscar enfrentava problemas de saúde e travava uma longa batalha contra um tumor cerebral, condição que exigiu tratamentos e procedimentos cirúrgicos ao longo de mais de uma década.

Reconhecimento

Reconhecido globalmente, o ex-atleta integrou o Hall da Fama da Fiba e também foi incluído no Hall da Fama do basquete norte-americano, mesmo sem ter atuado na NBA — um feito raro que reforça sua relevância para o esporte.

Além do protagonismo com a seleção, Oscar também foi um dos grandes adversários do basquetebol de Franca, cidade tradicional na modalidade e palco de confrontos históricos ao longo de sua carreira em clubes brasileiros.

A família informou que a despedida será realizada de forma reservada, restrita a parentes próximos.

Polêmica recente

Recentemente, Oscar Schmidt esteve envolvido em uma controvérsia que repercutiu nas redes sociais. Durante participação em um podcast, ele se referiu a Franca de forma pejorativa, utilizando a expressão “lugar de merda”, o que gerou forte reação de moradores e fãs do basquete da cidade.

A declaração provocou uma onda de críticas e até xingamentos direcionados ao ex-jogador. Diante da repercussão negativa, ele voltou a público posteriormente para se retratar, reconhecendo a gafe e pedindo desculpas pela fala.

Mesmo com o episódio, sua trajetória esportiva permanece como uma das mais relevantes da história do basquete, marcada por talento, longevidade e impacto dentro e fora das quadras.


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