Influência é maior na adolescência, entre os 15 e 17 anos, mas efeito pode reaparecer na vida adulta, mostra estudo
Estudo mostra que consumo de álcool dos pais influencia filhos, principalmente entre 15 e 17 anos (Foto Freepik)
O consumo de álcool pelos pais tem impacto direto no comportamento dos filhos, principalmente entre os 15 e 17 anos. É o que aponta um estudo da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, publicado na revista Health Economics.
A pesquisa acompanhou 6.650 jovens ao longo de 23 anos e identificou que essa faixa etária é a mais sensível à influência familiar.
Fase marca início do contato com a bebida
Segundo o estudo, esse período coincide com o início da experimentação de álcool, quando muitos adolescentes ainda vivem com os pais e começam a frequentar festas e eventos sociais.
Os dados mostram que pais que bebem mais tendem a ter filhos que também consomem mais álcool. Já pais com consumo moderado ou baixo influenciam comportamentos semelhantes nos adolescentes.
Influência diminui, mas volta na vida adulta
Na transição para a vida adulta, especialmente no final da adolescência e início dos 20 anos, essa influência diminui.
Nessa fase, amigos, colegas de trabalho e de faculdade passam a ter maior impacto nos hábitos de consumo.
No entanto, o comportamento dos pais volta a influenciar os filhos no final dos 20 e início dos 30 anos, quando muitos começam a formar suas próprias famílias.
Homens e mulheres seguem padrões diferentes
O estudo também identificou diferenças de influência conforme o gênero.
Filhas tendem a ter hábitos mais parecidos com os das mães, enquanto filhos seguem mais o padrão dos pais. Embora a influência seja considerada moderada, ela se mantém consistente ao longo do tempo.
Padrões de consumo tendem a se manter por anos
Outro ponto importante é que o consumo de álcool tende a se estabilizar na vida adulta.
Segundo os pesquisadores, é mais provável uma pessoa mudar de classe social do que alterar significativamente seus hábitos de consumo de bebida ao longo dos anos.
Estudo serve de alerta, mas não define destino
Apesar da influência, os especialistas reforçam que o comportamento dos pais não determina, de forma absoluta, o consumo dos filhos.
Os dados mostram tendências gerais, e não regras individuais. Ainda assim, o estudo reforça a importância do exemplo familiar, especialmente durante a adolescência.