É o encontro entre juventude e experiência, entre o presente que se afirma e a história que já deixou marcas profundas na competição
Quando David Sloan nasceu no Kentucky, em 27 de maio de 1999, David Jackson, natural de Maryland e nascido em 12 de agosto de 1982, já começava a escrever sua própria história no basquete, atuando aos 16 anos pela High Point High School.
Nesta quarta-feira (28/01), trajetórias separadas pelo tempo, mas unidas pela bola, se cruzam no Poliesportivo Henrique Villaboim, palco da semifinal da Copa Super 8 entre Pinheiros e Sesi Franca. Um encontro simbólico entre gerações, experiências e estilos.
Garoto Sloan
Principal destaque do Pinheiros, Sloan, de 27 anos, chega embalado após uma atuação dominante nas quartas de final, quando anotou 34 pontos e foi decisivo no triunfo sobre o Paulistano depois da segunda prorrogação. Mesmo com o protagonismo evidente, o armador mantém o discurso coletivo.
“Não sou muito de fazer comentário sobre mim e o adversário. Falo mais sobre minha equipe. Todos nós seguimos o plano que os treinadores fazem”, afirmou, reforçando a identidade de um time que aposta no ritmo alto e na intensidade como marcas registradas.
Em quadra, Sloan tem encontrado o equilíbrio entre pontuar e fazer o jogo fluir. “Equilíbrio, para mim, entre marcar e criar jogadas para os outros é aproveitar o que a defesa me oferece. Faço minhas leituras naquele mesmo instante enquanto mantenho a pressão na defesa adversária”, explicou.
Apenas em sua segunda temporada no NBB CAIXA, o armador vive um processo de amadurecimento acelerado, que ele próprio reconhece. “Me sinto muito bem com minha carreira e com tudo que vem acontecendo. Aprendendo cada vez mais a cada jogo, a cada ano que jogo aqui.”
DJ dominante
Do outro lado estará David Jackson, aos 43 anos, em sua 13ª temporada no NBB CAIXA e já consolidado como um dos maiores estrangeiros da história da competição. Experiente, decisivo e com leitura refinada dos momentos do jogo, o armador foi fundamental nas quartas de final ao converter uma bola de três imprescindível para a vitória sobre o CAIXA/Brasília. Para ele, o segredo passa pelo processo diário.
“Você tem de pensar em todo o trabalho que você fez dia por dia, porque isso vai dar confiança para tentar ganhar o jogo individualmente e coletivamente com o time”, destacou.
Ciente do desafio que terá pela frente, DJ não esconde a atenção especial ao compatriota do Pinheiros. “Nós temos de ser mais duros com ele. Tentar limitar cestas fáceis e diminuir sua confiança durante o jogo. Ele é um grande jogador, sabe criar para outros também. Será um grande desafio para nós”, analisou, sem deixar de valorizar o coletivo adversário. “O Pinheiros joga forte e coletivo na defesa e no ataque. Será um grande jogo”, completou.
Em uma semifinal que promete intensidade do primeiro ao último minuto, o duelo entre David Sloan e David Jackson simboliza muito mais do que um confronto individual. É o encontro entre juventude e experiência, entre o presente que se afirma e a história que já deixou marcas profundas na competição. Universos diferentes, unidos pela mesma quadra e pela chance de levar seus times à final da Copa Super-8.