Gratidão faz bem à mente: a ciência explica por quê

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 21:00
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Psicóloga explica como esse hábito influencia os processos cerebrais e a saúde mental

Antes valorizada em tradições filosóficas e religiosas, a gratidão passou a receber mais atenção da neuropsicologia por seu impacto nos processos cerebrais (Foto Arquivo)

 

A gratidão vai além de um simples “obrigado”. Segundo a neurociência, esse sentimento influencia diretamente o funcionamento do cérebro e a saúde mental.

Antes valorizada em tradições filosóficas e religiosas, a prática passou a receber mais atenção da neuropsicologia por seu impacto nos processos cerebrais.

Como a gratidão age no cérebro

A psicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que a gratidão estimula conexões neurais ligadas à sensação de prazer e bem-estar.

“Gratidão não é só uma emoção, ela mexe com o nosso organismo, com o nosso cérebro. Ela vai ativar o córtex pré-frontal, o estriado ventral e a amígdala. Quando ela ativa esses circuitos neuronais, ela os fortalece e reduz o estresse”, pontua.

Essas ativações favorecem a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de recompensa e equilíbrio emocional.

O significado do “gratiluz”

Nas redes sociais, a expressão gratiluz se popularizou como a união de gratidão e luz. Para a especialista, o termo representa a troca genuína de sentimentos positivos, esperança e fé na humanidade.

“É uma forma de iluminar e ser iluminado na troca genuína de bons sentimentos, de esperança e fé na humanidade que há em nós. Conecte-se com essa luz interior e com as luzes que te rodeiam na natureza, no próximo, naquilo que você faz com esmero. Ilumine e se permita ser iluminado!”, orienta.

Como praticar a gratidão no dia a dia

Para transformar a gratidão em um hábito, Aparecida Tavares destaca a importância de viver com amor e propósito. Reconhecer conquistas e desafios faz parte do processo.

“Presentifique atos de gratidão e ao olhar no retrovisor de sua história seja grato, ressignificado e resiliente, pois tudo aqui é aprendizado e tem por objetivo nos tornar cada vez melhores e iluminados”, ressalta.

Ela completa reforçando a atenção ao presente e ao ambiente: “Devemos entrar em contato com o nosso ambiente interno e externo, valorizar cada momento, dando a si a oportunidade não só de um estado de gratidão, mas de uma vivência grata”, conclui.

Cultivar a gratidão diariamente é um exercício simples, acessível e reconhecido pela ciência para cuidar da saúde mental e emocional.

Fonte: Alto Astral


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