A nova lei elimina barreiras legais e administrativas que dificultavam ou atrasavam a instalação de pontos de recarga em prédios.
Nova lei obriga prédios a se adaptarem para recarga de carro elétrico, acaba com desculpas de condomínio, garante ponto na garagem em SP e deixa dono de veículo elétrico finalmente no controle real da tomada
Nova lei em São Paulo garante instalação de recarga em condomínio e garagem, facilitando o uso do carro elétrico com regras claras e seguras.
Com a nova lei aprovada pelos deputados estaduais paulistas, moradores de condomínios no estado de São Paulo ganham direito de instalar recarga para carro elétrico na própria garagem, seguindo normas da distribuidora e da ABNT.
Carregamento na garagem
A nova lei aprovada no dia 17, pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, regulamenta a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais.
Com isso, moradores passam a ter respaldo claro para pedir tomada na garagem, desde que sigam normas técnicas e regras de segurança previstas.
Segundo o Detran SP, a frota com opção de carregamento elétrico saltou de 4,3 mil veículos em 2019 para 59,3 mil em setembro deste ano. O avanço da eletromobilidade tornou urgente uma regulamentação que garanta infraestrutura segura de recarga.
O que a nova lei muda nos prédios
A nova lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo regulamenta a instalação de estações de recarga para veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais.
O texto garante que moradores e proprietários de carros elétricos tenham direito a pedir um ponto de recarga na garagem, desde que a instalação siga as normas técnicas e de segurança definidas.
Segundo a proposta aprovada, os edifícios deixam de depender apenas de decisões pontuais de assembleias ou da boa vontade do síndico.
Passa a existir uma regra clara em nível estadual, que define como esses pedidos devem ser tratados e em que condições podem ser aceitos ou recusados.
Direito garantido ao dono de carro elétrico na garagem
A medida deixa explícito que moradores e proprietários podem solicitar a instalação de pontos de recarga nas vagas de garagem.
O condomínio não poderá simplesmente negar o pedido sem apresentar uma justificativa de segurança, como risco comprovado à infraestrutura elétrica ou à integridade do prédio.
Ao mesmo tempo, a nova lei permite que os condomínios definam padrões técnicos para o uso das tomadas, incluindo regras sobre o compartilhamento dos equipamentos e a responsabilidade por eventuais danos ou pelo consumo de energia ligado à recarga.
Dessa forma, o prédio pode organizar de maneira transparente como será feita a gestão desse novo serviço interno.
Regras técnicas, segurança e responsabilidade dos condomínios
A instalação das estações de recarga deverá ser feita por profissional habilitado, seguindo as normas da distribuidora local de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O objetivo central é garantir que a nova infraestrutura funcione com segurança, eficiência e sem causar transtornos aos demais moradores.
Ao permitir que o condomínio detalhe responsabilidades sobre danos e consumo de energia, a nova lei também reduz conflitos futuros entre vizinhos.
A regulamentação dá segurança jurídica tanto para quem quer instalar o ponto de recarga quanto para síndicos e administradoras, que passam a ter um roteiro de referência para autorizar as obras.
Crescimento da frota elétrica e pressão por regulamentação
Os dados do Departamento de Trânsito de São Paulo ajudam a explicar por que o tema ganhou urgência. A frota com opção de carregamento elétrico passou de 4,3 mil veículos em 2019 para 59,3 mil em setembro deste ano, segundo o Detran SP.
Com cada vez mais carros elétricos e híbridos circulando, a falta de regras claras nas garagens se tornou um problema concreto.
A nova lei elimina barreiras legais e administrativas que antes dificultavam ou atrasavam a instalação de pontos de recarga em prédios.
A tendência é que isso facilite a adoção de veículos com menor impacto ambiental por parte dos moradores de condomínios, que passam a enxergar uma infraestrutura mínima garantida em lei.
Papel da Alesp, da Frente da Eletromobilidade e do Corpo de Bombeiros
O projeto foi apresentado pelos deputados Marcelo Aguiar, do Podemos, e Donato, do PT, com o objetivo de incentivar a expansão da frota de veículos elétricos e híbridos no Estado de São Paulo.
Durante debates promovidos pela Frente Parlamentar para Incentivo da Eletromobilidade da Alesp, parlamentares e especialistas defenderam uma regulamentação clara, segura e alinhada à realidade dos condomínios.
O Corpo de Bombeiros também participa da discussão e estuda procedimentos específicos para o combate a incêndios em sistemas de carregamento de veículos elétricos.
A ideia é que as regras de instalação previstas na nova lei conversem com esses protocolos, reforçando a segurança dos moradores e dos profissionais que atuam nos edifícios.
Segundo uma notícia do portal Click Petróleo e Gás, isso significa que o dono de veículo elétrico em São Paulo ganha mais previsibilidade e deixa de depender apenas do humor da assembleia para ter um ponto de recarga em casa.