Franca 201 anos: cidade é Capital do Basquete e tem tradição no futebol com Veterana

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 29 de novembro de 2025 às 16:00
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Entre quadras e gramados, em suas centenas de bairros, Franca mantém vivo o espírito esportivo que inspira gerações

Pedrocão

Franca carrega no DNA a paixão pelo esporte. Reconhecida nacionalmente como a capital do basquete, a cidade é berço de um dos maiores clubes do país: o Sesi Franca Basquete, Campeão Mundial, tetracampeão do NBB e dono de 17 títulos paulistas. Fundada em 1959, a equipe segue empolgando torcedores e ampliando um legado que atravessa gerações.

Marcelo Moreno é um desses apaixonados. Torcedor fiel desde a infância, ele acompanha de perto a trajetória do time e não esconde a emoção cada vez que o Sesi Franca entra em quadra. “Eu era criança e jogava basquete com meus professores. Assisti à final do NBB e fiquei muito feliz quando ganharam contra o Minas. Quando os jogadores entram, fazem muito barulho, é emocionante demais”, relembra.

O sentimento de pertencimento se estende a quem já defendeu a camisa francana. O ex-jogador Fausto Gianechini mantém sua história ligada ao clube e à cidade. “Minha família foi uma família de jogadores, meu pai foi um dos fundadores. Para mim, é um orgulho enorme ter defendido Franca. Fui uma pessoa realizada dentro do basquete”, afirma.

Além das conquistas esportivas, o Sesi Franca Basquete também se destaca pela formação de cidadãos. O presidente da equipe, Luiz Aurélio Prior, reforça que o clube prioriza valores e conduta dentro e fora da quadra. “Os valores do Sesi são fundamentais. Trabalhamos muito a pedagogia do exemplo. Não abrimos mão de caráter, educação e princípios”, ressalta.

O futebol no coração da cidade

Se o basquete é um símbolo nacional, o futebol tem raízes profundas em Franca. Fundada em 1912, a Francana — a tradicional Veterana — segue como referência no interior paulista. Com histórias marcantes e uma torcida apaixonada, o clube continua a fazer parte da identidade esportiva da cidade.

Diego Teixeira, torcedor e organizador da torcida Alviverde, carrega memórias afetivas que começaram na infância. “Eu ia aos jogos com meu pai, que trabalhava no clube. Tenho lembranças muito especiais da Francana”, conta.

Entre os capítulos mais marcantes, um permanece vivo na memória de Franca: o duelo contra o Santos de Pelé, em 1975. “Foi um jogo histórico. O Pelé estava no auge, e ver o Santos enfrentar a Francana foi algo inesquecível”, recorda o radialista Renato Valim.

A Veterana também é berço de talentos que levaram o nome da cidade para além das fronteiras. O ex-jogador e atual auxiliar técnico Gustavo Viola é um desses exemplos. “Comecei aqui e me tornei profissional pela Francana. Rodei o mundo e sou muito grato, porque quem abriu as portas para mim foi a Francana”, emociona-se.

Entre quadras e gramados, Franca mantém vivo o espírito esportivo que inspira gerações. Sesi Franca Basquete e Francana representam histórias distintas, mas unidas pela mesma paixão que move a cidade: o amor pelo esporte.


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