Estudiosos garantem que manter uma alimentação equilibrada é uma das formas mais eficazes de se proteger
Muitos francanos têm medo de ter um dia a tão temida demência. O neurologista norte-americano Stephen Cabral chama atenção para um sintoma que, segundo ele, pode surgir antes mesmo da perda de memória nas pessoas que desenvolvem demência ou Alzheimer: a dificuldade de se orientar e encontrar o caminho. De acordo com o médico, esse tipo de desorientação espacial pode ser um dos primeiros sinais de declínio cognitivo e merece atenção redobrada.
Cabral, que apresenta o podcast The Cabral Concept, explicou em uma entrevista citada pelo jornal Mirror que “perder-se com facilidade” é um dos indícios mais precoces de que o cérebro pode estar sofrendo alterações relacionadas à demência.
Ele destacou que esquecer onde deixou as chaves ou um compromisso do dia é algo comum, especialmente entre pessoas cansadas ou sob estresse, mas se sentir perdido em lugares familiares é algo diferente e preocupante. “Quando a pessoa deixa de saber onde está ou como chegou a determinado local, isso pode indicar uma perda de referência espacial — e, portanto, uma possível mudança neurológica”, afirmou.
Alteração motora
Além disso, o especialista menciona que alterações motoras também podem estar ligadas ao início do processo de demência. Pequenas dificuldades de coordenação, como perder a precisão ao estacionar o carro em linha reta ou calcular mal as distâncias, podem funcionar como sinais de alerta.
De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), os sintomas mais frequentes da demência incluem lapsos de memória, dificuldade para aprender novas informações, confusão quanto a pessoas próximas, mudanças de humor, apatia, perda de empatia e, em casos mais avançados, alucinações e dificuldades para realizar tarefas simples, como se alimentar ou manter a higiene.
Muita gente tem
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 47 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, número que pode ultrapassar 75 milhões até 2030 e chegar a mais de 130 milhões em 2050.
Segundo especialistas em neurologia ouvidos pela revista Parade, manter uma alimentação equilibrada é uma das formas mais eficazes de proteger o cérebro. Entre os alimentos recomendados estão peixes ricos em ômega-3, verduras de folhas escuras, frutas vermelhas como mirtilos, grãos integrais, leguminosas, azeite de oliva e fontes de proteína magra. Esses itens ajudam a preservar a saúde cerebral e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas ao longo do envelhecimento.