Enquanto quase 18 mil vão a pé, outras oito mil pessoas ainda utilizam a bicicleta para chegar ao local de trabalho em Franca
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE, mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa.
No caso de Franca, a pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel — 72.253 trabalhadores francanos utilizam o veículo para ir ao trabalho.
Outros 16.372 trabalhadores vão ao serviço de ônibus e 25.078 pessoas vão ao trabalho de motocicleta.
Os que vão a pé são 17.892 trabalhadores. Em Franca, a bicicleta ainda conta: são 7.717 pessoas que pedalam para ir ao trabalho, enquanto 1.113 chamam o mototáxi para chegar mais rápido.
Tempo de deslocamento
O “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra” apresenta as características do deslocamento para trabalho e para estudo da população brasileira, complementando os volumes de divulgação do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022.
Os números trazem um panorama inicial das características da mobilidade das pessoas de 10 anos ou mais de idade que precisam se deslocar para exercer seu trabalho ou estudar.
O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho.
O automóvel (32,3%) é o meio de transporte mais utilizado pelas pessoas no deslocamento para o trabalho.
Entre os estudantes, os cursos de Ensino Superior concentram a maior parte dos alunos que residem em município diferente daquele onde fica a instituição de ensino que frequentam.
Complemento da pesquisa
Os dados foram publicados pelo IBGE, juntamente com os resultados sobre trabalho e rendimento.
“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.
Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.
Transporte alternativo
Chama atenção o alto número de deslocamentos a pé, feitos por 12,4 milhões de pessoas (17,8%), e por bicicleta, realizados por 4,4 milhões de pessoas (6,2%), o que revela um padrão de deslocamento significativo da população brasileira.
Outro aspecto relevante foi o baixo percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade, como trem ou metrô, com apenas 1,6% dos deslocamentos (1,1 milhão de pessoas), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados, utilizados por 945 mil pessoas (1,4%).