Fora da lista de exceções à nova tarifa dos EUA, o café preocupa produtores
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros, sem incluir o café na lista de exceções, gerou forte apreensão entre produtores e exportadores do setor.
Regiões tradicionais como Franca e diversos municípios do Sul de Minas, reconhecidos mundialmente pela produção de cafés especiais, serão diretamente afetados pela medida, já que os EUA figuram entre os principais e mais rentáveis destinos do produto nacional.
A tarifa foi anunciada como parte de uma nova política comercial dos EUA, visando proteger sua indústria agrícola, mas pegou de surpresa o setor cafeeiro brasileiro, que esperava ser poupado devido à relevância e ao histórico de parceria com o mercado norte-americano.
A medida é extremamente preocupante. O mercado americano paga bem, consome volumes expressivos e valoriza a qualidade do café brasileiro.
Com esse imposto, a competitividade do produto nacional é imediatamente comprometida, avaliam exportadores da região de Franca.
Segundo dados do setor, só o Sul de Minas responde por mais de 25% da produção nacional de café, com grande parte voltada à exportação.
Franca e entorno também mantêm tradição de décadas na produção e comercialização internacional, o que torna o impacto da tarifa ainda mais profundo.
Diante do novo cenário, especialistas e lideranças do agronegócio defendem a busca por alternativas rápidas, tanto na negociação com os Estados Unidos quanto na abertura de novos mercados. Investimentos em logística, acordos bilaterais e estratégias de diversificação de destinos devem entrar em pauta com urgência.
É preciso agir agora para evitar prejuízos duradouros. Essa tarifa pode afetar toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor às cooperativas e exportadoras.
O setor, que vinha se recuperando após oscilações climáticas e de mercado, vê agora uma nova e inesperada ameaça ao equilíbrio econômico da cadeia cafeeira.