Luz branca ou amarela? Tudo o que você precisa saber sobre a temperatura de cor

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 18 de julho de 2025 às 21:00
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A escolha entre luz quente, neutra ou fria vai muito além da estética, ela impacta sensação, função e harmonia nos ambientes

Temperatura de cor adequada influencia conforto, produtividade e até o humor – foto Arquivo

 

A forma como usamos a iluminação artificial influencia diretamente a forma como nos sentimos e nos comportamos em um ambiente.

Essa é a proposta da Human Centric Lighting, ou Iluminação Centrada no Ser Humano: uma abordagem que busca alinhar a luz artificial às necessidades biológicas, emocionais e funcionais das pessoas.

Estudos, como o publicado no Journal of Environmental Psychology, mostram que a temperatura da cor da luz interfere no estado emocional e de alerta do indivíduo.

Luzes com tons mais quentes (temperatura de cor mais baixa) promovem relaxamento e acolhimento, enquanto tons mais frios (temperatura mais alta) favorecem foco e atenção, sendo ideais para ambientes de trabalho ou tarefas específicas.

Mas qual é a temperatura ideal para cada espaço? Depende da função.

Em residências, por exemplo, o ideal são tons quentes, que promovem bem-estar. Já em escritórios e cozinhas industriais, os tons neutros funcionam melhor. Hospitais e laboratórios, por sua vez, exigem luz fria, que reforça o estado de alerta.

Um erro comum é achar que luz branca ilumina mais que a amarela. O que define a intensidade da luz é o fluxo luminoso, medido em lúmens, e não a tonalidade.

Uma luz de 3.000K (quente) pode iluminar tanto quanto uma de 6.500K (fria), desde que ambas tenham a mesma quantidade de lúmens. A impressão de que a luz fria ilumina mais é apenas visual.

Com a tecnologia LED, hoje é possível ajustar a temperatura da cor ao longo do dia, criando experiências diferentes em um mesmo espaço.

Um exemplo prático é o home office: luz fria durante o expediente e luz quente no fim do dia, quando o ambiente vira sala de leitura.

A iluminação deve considerar o uso do espaço, os materiais e até a paleta de cores. Mais do que iluminar, ela precisa emocionar. Afinal, quando projetamos luz, projetamos sensações.

Fonte: Casa e Jardim


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