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Os profissionais eram contratados pelo Estado para escolas de Franca, que os pagava pelos serviços
As crianças que possuem deficiência auditiva e estudam na rede estadual pública de ensino contavam, até recentemente, com professores interlocutores especializados em libras que faziam o acompanhamento das aulas, a partir do quinto ano, os chamados interlocutores.
Os profissionais eram contratados pelo Estado, que os pagava pelos serviços prestados. Mas, por decisão do governo paulista, aproximadamente 60 interlocutores foram dispensados e já estarão fora da rede a partir do retorno às aulas.
A atitude causou estranheza à entidade Apada (Associação dos Pais e Amigos do Deficiente Auditivo) e eles procuraram a Câmara Municipal para reclamar.
O vereador Pastor Otávio Pinheiro (PTB) explicou aos pais que a situação foge da alçada municipal, porém se dispôs a mobilizar, junto dos demais parlamentares, o Poder Legislativo para cobrar explicações das Secretarias de Estado da Educação e da Pessoa com Deficiência.
“Na próxima terça-feira, os pais dos alunos e os professores interlocutores dispensados estarão na Câmara Municipal, seus representantes usarão a tribuna e acredito que os vereadores vão ajudar da melhor maneira possível”, explicou Pastor Otávio.