Saiba se você é um dos 30 milhões de brasileiros elegíveis à cidadania portuguesa

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 8 de dezembro de 2021 às 06:30
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Sobrenomes como Oliveira, Pereira, Mendes, Costa, Correia, Fernandes, Rodrigues, Santos, Silva, Fonseca e outros são passíveis de terem origem judaica

De acordo com a atual lei portuguesa, qualquer descendente judeu da época da Inquisição tem direito à cidadania

Em 2020, o número de brasileiros vivendo em Portugal bateu o recorde e atingiu mais de 180 mil residentes, o que representa quase 28% dos estrangeiros no país, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

E a tendência é que esse número aumente ainda mais. Isso porque existe uma estimativa de que mais de 30 milhões de pessoas no Brasil descendem de judeus e não sabem ou, ainda, não comprovaram que têm direito à cidadania.

“São os chamados cristãos-novos, famílias que foram obrigadas a se converter ao cristianismo no período da Inquisição”, explica o advogado israelense Itay Mor, fundador do Clube do Passaporte, empresa especializada no assunto e com sede no Brasil e que, desde 2017, já auxiliou milhares de pessoas no processo de cidadania.

Sobrenomes como Oliveira, Pereira, Mendes, Costa, Correia, Fernandes, Rodrigues, Santos, Silva, Fonseca e muitos outros são passíveis de terem origem judaica e, dessa forma, podem ser elegíveis para a nacionalidade portuguesa.

Podem ser elegíveis

“Alguns dados apontam que os judeus chegaram a representar 20% da totalidade da população portuguesa. Na época colonial, a maioria desses novos cristãos migraram para o Brasil”, conta Mor.

De acordo com a atual lei portuguesa, qualquer descendente judeu da época da Inquisição, independentemente se este tenha se convertido ao cristianismo ou conseguido fugir para outros países, tem direito à cidadania.

A comprovação de ascendência, no entanto, pode ser uma tarefa não muito fácil para quem não manteve os laços com a comunidade judaica.

“Por isso, cada vez mais brasileiros têm nos procurado e temos tido muito sucesso na comprovação nos processos”, afirma Gabriel Ezra Mizrahi, sócio e cofundador do Clube do Passaporte no Brasil.

Segundo ele, “a pesquisa é realizada por genealogistas especializados, de forma muito aprofundada e pode chegar até a 15ª geração. Além do direito à cidadania, gera-se um estudo genealógico familiar fantástico.”

Judeus sefarditas de volta para casa

Mais de quinhentos anos após seus antepassados serem expulsos, existe uma movimentação crescente de descendentes judeus voltando para Portugal.

Os judeus chamados sefarditas são oriundos da Península Ibérica, foram perseguidos sistematicamente pela Inquisição, e, assim, se espalharam pelo mundo, mas principalmente pelas Américas.

Em 2015, Espanha e Portugal aprovaram leis para reparar a história e devolver a nacionalidade aos descendentes dos cidadãos expulsos.

Desde a mudança, mais de 200 mil descendentes dos judeus sefarditas já pediram o passaporte luso. O Brasil é o país com o terceiro maior grupo de candidatos, número que pode ser ainda maior.

Em 2020, segundo o SEF ainda, a justificativa de ascendência sefardita foi a mais usada entre todos os pedidos de cidadania.

Sobre o Clube do Passaporte

Empresa especializada na obtenção da cidadania portuguesa, atua no Brasil, Israel e Portugal. Conta, desde 2017, com uma equipe multidisciplinar internacional que têm ajudado brasileiros no processo de cidadania portuguesa, sendo boa parte pela via sefardita, que abrange todos os cristãos-novos – milhões de brasileiros cuja origem é, muitas vezes, completamente desconhecida.

Além disso, o escritório assessora empresários de qualquer descendência que queiram investir no país ibérico de diversas formas, como por meio do chamado Golden Visa.

Criado pelo advogado israelense Itay Mor, tem no seu currículo mais de centenas de processos de cidadania finalizados e milhares em legitimação.

Mor também é o fundador da Associação Over the Rainbow Portugal, entidade que tem como objetivo aumentar a cooperação cultural e empresarial entre a comunidade judaica como um todo e Portugal.

Saiba mais no site do Clube do Passaporte

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