Cometa que se aproxima da Terra pode ser visto a olho nu. Veja foto da Nasa

Cometa Neowise pode ser visto a olho nu durante o mês de julho, quando sua trajetória cruza com a Terra

Postado em: em Ciência

O cometa Neowise está visível a olho nu e foi fotografado enquanto passava pelo céu do Líbano, no começo desta semana.

Na terça-feira (7), a agência espacial norte-americana (Nasa) escolheu um clique que mostra o C/2020 F3 como a Foto Astronômica do Dia.

Descoberto no final de março, o cometa pode ser visto durante quase todos os dias de julho, isso porque sua trajetória o deixa mais perto da Terra.

Mas ele já passou por outros lugares e, na semana passada, o Neowise esteve bem perto do Sol ao viajar pela órbita de Mercúrio.

O "iceberg interplanetário", como descreveu a Nasa, resistiu ao aquecimento solar e está passando pela Terra antes de iniciar sua jornada para fora do Sistema Solar. Infelizmente não será possível vê-lo em nenhuma parte do Brasil.

"Como ele está muito ao norte, nós no hemisfério sul não conseguimos vê-lo", explicou o astrofísico Cássio Barbosa. "Claro que quanto mais ao norte, mais alto (em relação ao horizonte) ele fica."

Segundo ele, ainda que fique pouco acima horizonte, não será possível observar o cometa, por conta da atmosfera.

"Conforme o tempo passa, o cometa se move em sua órbita e sua posição no céu muda", disse Barbosa. "No caso, muda a favor do hemisfério sul, só que quando isso acontecer ele estará se afastando do Sol e, por isso, ficando mais fraco."

Bola de gás

Os cometas são feitos de gás, gelo e poeira e se formam no disco rotativo de matéria (disco protoplanetário) que orbita em torno de uma estrela, e onde costuma surgir planetas, asteroides e outros corpos celestes.

Os registros mostram uma cauda e isso é um indicativo a presença de gases.

O Neowise é um dos poucos cometas do século XXI que podem ser vistos a olho nu, segundo a agência espacial. Há registros de sua passagem em diferentes países do hemisfério norte.

Na segunda-feira (6) o cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria. Ele deve se chegar ao ponto mais próximo da Terra em 23 de julho.


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