3.600 francanos demoram até 2 horas para chegar ao local de trabalho, mas a maioria dos trabalhadores gasta de 15 a 30 minutos
O Censo Demográfico 2022 mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa.
Os dados foram publicados pelo IBGE, juntamente com os resultados sobre trabalho e rendimento.
O IBGE publicou um recorte do tempo que os trabalhadores francanos levam para ir de casa até o emprego.
Até mesmo por ser uma cidade média, o tempo não é tão elevado como nas capitais ou cidades metropolitanas. Ainda assim, existem casos de muita demora.
Menos de 5 minutos
De acordo com tabela do IBGE, 13.691 trabalhadores gastam até cinco minutos para chegar ao emprego.
Já 48.277 trabalhadores levam de 6 a 15 minutos no trajeto entre a casa e a empresa.
54.683 francanos gastam de 15 a 30 minutos de casa até o local de trabalho.
O trajeto começa a ficar mais demorado para 15.749 trabalhadores, que levam de 30 a 60 minutos para ir de casa ao emprego.
E 3.594 francanos gastam até duas horas no trajeto entre a casa e o trabalho.
Meios de transporte
O IBGE considerou, no levantamento, todos os tipos de transporte: a pé, de carro, de mototaxi, de ônibus e bicicleta.
O “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra” apresenta as características do deslocamento para trabalho e para estudo da população brasileira.
Os números complementam os volumes de divulgação do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, e trazendo um panorama inicial das características da mobilidade das pessoas de 10 anos ou mais de idade que precisam se deslocar para exercer seu trabalho ou estudar.
“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.