Veja quais bebidas agravam sintomas de depressão (e não é só o álcool!)

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 19:30
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Especialistas explicam como essas bebidas afetam o cérebro, o sistema nervoso e o intestino, e por que o consumo frequente merece atenção

Álcool e refrigerantes podem agravar sintomas de depressão. Entenda os efeitos dessas bebidas no cérebro, humor e saúde mental (Foto Shutterstock)

 

A falta de energia, a tristeza persistente e o desinteresse por atividades antes prazerosas estão entre os sinais mais comuns da depressão.

Embora o transtorno tenha causas complexas, especialistas alertam que certos hábitos de consumo podem intensificar os sintomas, incluindo a ingestão frequente de álcool e refrigerantes.

Essas bebidas fazem parte da rotina de muita gente, mas seus efeitos no organismo vão além do imediato.

Dependendo da quantidade e da frequência, podem interferir no funcionamento do cérebro, no equilíbrio hormonal e até no intestino.

Álcool: efeito inicial engana, mas o impacto é depressor

É comum associar o álcool a um estimulante por causa dos efeitos iniciais, como sensação de euforia, desinibição e aumento da sociabilidade. No entanto, do ponto de vista biológico, ele é um depressor do sistema nervoso central.

De acordo com informações do site especializado Verywell Mind, o álcool interfere na comunicação entre o cérebro e o corpo ao atuar sobre o neurotransmissor GABA, responsável por reduzir a atividade cerebral.

Esse processo pode gerar relaxamento e sonolência, mas também prejudica a coordenação, a memória e o raciocínio.

Em doses mais altas ou consumido rapidamente, o álcool pode provocar efeitos graves, como perda de memória, desmaios e até risco de coma.

Efeitos comuns do consumo excessivo

Entre os efeitos colaterais mais frequentes estão pressão baixa, visão turva, dor de cabeça, náuseas, tontura, redução do tempo de reação e comprometimento das funções mentais.

Em casos mais intensos, podem ocorrer respiração lenta, perda de consciência e amnésia temporária.

Os impactos variam conforme a quantidade ingerida, a velocidade de consumo e fatores individuais, como metabolismo e predisposição genética.

Refrigerantes e o impacto no intestino e no humor

Outra bebida presente na rotina de muitas pessoas, o refrigerante também tem sido associado a maior risco de sintomas depressivos em alguns estudos.

Pesquisas citadas pelo Medscape apontam que alterações no microbioma intestinal podem estar entre os fatores envolvidos.

O intestino tem relação direta com a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como a serotonina. Alterações nesse equilíbrio podem influenciar o humor e a disposição.

Segundo especialistas, refrigerantes podem contribuir para esse cenário por diferentes mecanismos, como picos de glicose no sangue, inflamação e mudanças no sistema de recompensa do cérebro.

Açúcar, adoçantes e inflamação

Bebidas açucaradas ou com adoçantes artificiais liberam rapidamente substâncias no organismo, o que pode alterar o metabolismo e favorecer processos inflamatórios. Além disso, alguns adoçantes podem modificar a composição da microbiota intestinal.

Essas mudanças não significam, por si só, o desenvolvimento de depressão, mas podem agravar sintomas em pessoas já vulneráveis ou com histórico do transtorno.

Consumo consciente e atenção à saúde mental

Especialistas reforçam que o consumo eventual dessas bebidas não determina o surgimento da depressão. O transtorno envolve múltiplos fatores e exige avaliação médica para diagnóstico e tratamento.

Ainda assim, observar a frequência e a quantidade ingerida pode ser um passo importante para quem busca equilíbrio emocional.

Hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo os principais aliados na prevenção e no cuidado com a saúde mental.

Fonte: Notícias ao Minuto


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