Veja alguns nomes de candidatos que vão estar na urna eletrônica nestas eleições

  • Robson Leite
  • Publicado em 22 de agosto de 2026 às 09:00
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Registros no TSE revelam uma coleção de nomes capazes de despertar curiosidade antes mesmo de o eleitor conhecer as propostas.

Não caia da cadeira de tanto rir. Nem saia rindo sem ninguém entender. Mas motivo bem que tem. Porque se nome de urna desse voto, a eleição já estaria decidida pela imaginação.

Entre apelidos, profissões, alimentos e celebridades de ocasião, o cardápio de 2026 vai de Vovó Tsunami e Batata Neles a Bolsonaro da Shopee.

A democracia brasileira, como se vê, não sofre de falta de personagens.

Realidade ou ficção

Quando criou Sucupira, Dias Gomes caprichou: Odorico Paraguaçu, Zeca Diabo, Dirceu Borboleta, Nezinho do Jegue e as irmãs Cajazeiras. Era preciso deixar claro que aquilo era sátira.

Décadas depois, a urna brasileira resolveu competir com o dramaturgo. Dias Gomes, porém, tinha uma vantagem: podia inventar à vontade.

O eleitor de 2026 terá de descobrir quais personagens são de verdade. Sucupira, ao menos, vinha com aviso de ficção.

Registros no TSE revelam uma coleção de nomes capazes de despertar curiosidade antes mesmo de o eleitor conhecer as propostas.

Na hora de escolher o nome que vai para a urna, os candidatos abusam da criatividade. Entre apelidos populares, referências a profissões, personagens, alimentos e celebridades, os registros apresentados à Justiça Eleitoral revelam uma coleção de nomes capazes de despertar curiosidade antes mesmo de o eleitor conhecer as propostas dos candidatos.

De Vovó Tsuname (Podemos-MG) a Batata Neles (PRD-RJ), a criatividade aparece em diferentes Estados e transforma a relação de concorrentes em uma atração à parte na campanha.

Há ainda quem aposte em referências a políticos consolidados, como o Bolsonaro da Shopee (Novo-MT), sósia do ex-presidente que disputa vaga na Câmara.

Candidata pela primeira vez, Scheile Aparecida Soares Brandão é natural de Contagem (MG) e busca vaga na Assembleia Legislativa do Estado com o nome Vovó Tsuname.

Já Sidney Morgado Nascimento Filho foi candidato a vereador em Quissamã (RJ) duas vezes sob o apelido de “Batata”. Agora, ele tenta emplacar cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como “Batata Neles”.

Famosos

Vilmar Rigo viralizou nas redes sociais pela semelhança com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O produtor rural adotou o nome “Bolsonaro da Shopee” nas urnas e busca se eleger com pautas ligadas ao setor produtivo, ao municipalismo e ao conservadorismo.

Em Minas Gerais, Plínio Vincentin Junior também apostou na aparência similar à de um político famoso para emplacar candidatura.

Registrado como Plínio Trump (Novo), em referência ao presidente dos Estados Unidos, ele concorre a deputado federal em Minas Gerais.

Também entram nesse grupo Walcy Vieira – Mick Jagger (PT), candidato a deputado estadual em Goiás; Gugu Liberato (Avante), em Sergipe; Faustão (PP), em Minas Gerais; e Xuxa do Amazonas (Mobiliza), candidato ao Senado pelo Amazonas.

Gastronomia

Na categoria gastronômica, Batata Neles está bem acompanhado. Farofa (PL) disputa uma vaga de deputado federal em São Paulo e também aparece entre os nomes que chamam atenção pela simplicidade.

Outro registro associado a alimentos, Macarrão aparece mais de uma vez. Há um candidato a deputado federal pelo PT em São Paulo e um candidato a deputado estadual no Pará, pelo MDB.

A lista ainda tem Macarrã Do Esporte (Psol-GO), que busca vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Ocupação

Outro grupo numeroso reúne candidatos que levam para a urna a profissão, o local de trabalho ou alguma atividade pela qual são conhecidos.

É o caso de Richardson da Padaria (União), candidato a deputado federal em São Paulo, além de Japonês das Caçambas (PRD) e Dercinho – O Negão do Caminhão (União), ambos candidatos a deputado federal no Estado.

Os nomes combinam apelidos com referências diretas ao cotidiano dos candidatos.

Outros exemplos de candidatos a uma vaga na Câmara dos Deputados são Neguinho Celular (PL-BA), Carmen do Taxi (Podemos-RS), Nadijane do Uber (Solidariedade-CE) e Chiquinho dos Carneiros (PRD-CE).

Bordões e apelidos

Os apelidos que parecem nomes de personagens formam outro capítulo à parte. Gordinho do Momento (PDT-BA) disputa uma vaga de deputado federal pela Bahia e está entre os exemplos mais marcantes.

O nome já era utilizado publicamente pelo candidato antes da disputa eleitoral e acabou migrando para a urna.

Também aparece Fernando Monstrinho (MDB-SP), candidato a deputado estadual em São Paulo. Na Bahia, Bad Boy (PL-BA) concorre a deputado estadual. No Ceará, Cremosinho (União-CE) disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Solitário (PSB-PR) aparece entre os candidatos do Paraná.

No Piauí, Quem Quem (União-PI) também integra a lista dos apelidos difíceis de esquecer.

Magrinha Elen (Agir-AM), Fofa Borges (Solidariedade-AL), Reizinho (PL-SP), Chico Pança (PP-PI) e Edson Piriquito (Republicanos-SC) completam o grupo de nomes curiosos.

A fauna na urna eletrônica

Os animais também acabaram representados na eleição, pelo menos nos apelidos. Lia Nogueira – O Bichão do MS (PSDB) disputa uma vaga de deputada estadual em Mato Grosso do Sul.

Ao lado dela aparecem nomes como Dr. Vira Lata (PSB-SP), Raposão do Povão (Podemos-RR) e Cicero Animal das Pistas (Mobiliza-CE), que chamam atenção pela combinação incomum de palavras.

De acordo com o portal Congresso em Fogo, alguns candidatos preferiram nomes que transmitem impacto imediato. Bomba (Novo-RJ) disputa uma vaga de deputado estadual. Já Flávio Ferrari – Faca na Bota (União-PR) é candidato a deputado federal pelo Paraná.

Entre os nomes difíceis de esquecer está Lambe-Lambe (PSB-PR), candidato a deputado federal pelo Paraná.

Em Pernambuco, Trezoitão (PL-PE) disputa uma vaga de deputado federal. No Rio de Janeiro, Zé Ninguém (Mobiliza-RJ) concorre ao mesmo cargo.