Veja 5 insetos comuns que transmitem doenças graves e até fatais aos pets

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 26 de outubro de 2025 às 07:00
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Saiba quais insetos comuns para os seres humanos podem transmitir doenças e causar reações alérgicas nos pets

Insetos podem provocar desde irritações superficiais até doenças mais complexas, quando agem como vetores ou liberam toxinas (Foto Arquivo)

 

Os animais de estimação são uma parte muito importante de várias famílias. E, claro, precisam de atenção integral aos cuidados, inclusive à proteção contra insetos.

Mesmo que pequenas, algumas espécies podem representar riscos à saúde de cães e gatos.

Esses visitantes indesejados podem provocar desde irritações superficiais até doenças mais complexas, quando agem como vetores ou liberam toxinas.

Pulgas

Esses pequenos parasitas se alimentam do sangue dos animais e têm alta capacidade de reprodução. Uma única pulga pode pôr até 50 ovos por dia.

Elas se escondem facilmente em frestas, tapetes e cobertores, o que torna o controle difícil. Além da coceira constante, as pulgas podem causar dermatite alérgica, uma das doenças de pele mais comuns em cães e gatos.

As pulgas também podem transmitir vermes intestinais, como o Dipylidium caninum, quando o pet engole o inseto ao se coçar. Por isso, o tratamento precisa ser feito tanto com o animal quanto com o ambiente.

Carrapatos

Os carrapatos também se alimentam de sangue, mas representam um risco ainda maior porque são transmissores de doenças sérias, como a erliquiose e a babesiose, conhecidas popularmente como “doenças do carrapato”.

Eles se abrigam em gramados, muros e locais úmidos, esperando o hospedeiro passar para se grudar. A infestação pode causar anemia, febre e apatia.

A prevenção é feita com o uso regular de medicamentos antiparasitários e pela inspeção do corpo do pet, especialmente após passeios em áreas verdes.

Mosquitos

Apesar de parecerem inofensivos, os mosquitos podem transmitir doenças perigosas aos cães, como a dirofilariose (o “verme do coração”) e a leishmaniose. Ambas exigem tratamento prolongado e podem deixar sequelas.

As picadas também irritam a pele e podem causar reações alérgicas, especialmente em pets de pelo curto. O ideal é evitar o contato com mosquitos.

A prevenção pode ser feita por meio do uso de telas e repelentes próprios para animais. Também é ideal evitar passeios pela manhã cedo e de tarde, horários de maior atividade desses insetos.

Abelhas e vespas

Quando cães e gatos são picados por abelhas ou vespas, o local costuma inchar rapidamente e ficar dolorido.

A maioria das reações é leve, mas alguns animais podem desenvolver quadros alérgicos graves, com dificuldade para respirar ou inchaço no rosto.

Como pets curiosos tendem a brincar com os insetos, é importante redobrar a atenção em jardins e parques. Se houver múltiplas picadas ou reação intensa, a ida ao veterinário deve ser imediata, já que o veneno pode causar intoxicação.

Formigas

Nem todas as formigas são perigosas, mas algumas espécies, como as lava-pés e as cortadeiras, liberam substâncias irritantes que provocam ardência e feridas, principalmente nas patas e focinho.

Cães e gatos que vivem em quintais podem ser picados ao deitar no chão ou mexer em formigueiros. Em áreas infestadas, o ideal é evitar o contato e eliminar as colônias de forma segura, com produtos que não prejudiquem os animais.

Sinais de alerta e quando buscar ajuda veterinária

A reação aos insetos pode variar de leve a grave. Em geral, alguns sinais merecem atenção: coceira persistente, vermelhidão ou feridas no local, inchaço repentino, apatia ou mudança de comportamento no pet.

Se houver dificuldade para respirar, vômitos ou febre, o ideal é procurar o veterinário sem demora, pois esses sintomas podem indicar reação alérgica ou infecção mais profunda.

É importante lembrar que, no caso de parasitas como pulgas e carrapatos, o ambiente também faz parte do problema.

Esses insetos ficam no pelo do animal, mas seus ovos e larvas podem estar escondidos no local onde o pet vive ou passeia.

Cuidados que fazem diferença

Como em muitos temas de saúde animal, a prevenção faz toda diferença. Confira práticas recomendadas para reduzir o risco de infestação ou picadas:

• Realizar inspeção regular do pelo do pet, especialmente após passeios ou contato com áreas de vegetação.
• Utilizar produtos específicos indicados por veterinário, como coleiras antiparasitárias.
• Evitar acúmulo de folhas, restos, caixas ou água parada, podar vegetação e usar telas ou barreiras para reduzir a entrada de insetos.
• Não passear em horários ou locais com maior incidência desses insetos.
• Em casos de infestação, considerar tratamento do ambiente além do pet.

Tudo começa pela rotina

Ter um pet em casa traz alegria e companheirismo, mas exige responsabilidade com pequenas ameaças que podem passar completamente despercebidas.

Com atenção à rotina, observação cuidadosa e adoção de práticas de prevenção, é possível manter longe os riscos que insetos aparentemente “inofensivos” podem representar.

Fonte: Metrópoles


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