Casal francano na África diz não ver luz no fim do tunel para voltar à cidade

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 11 de abril de 2020 às 12:02
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:35
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Casal de Franca viajou no dia 16 de março e desde o dia 26 está num quarto de hotel na capital da Namíbia

Eduardo Pereira e Simone Faleiros estão em um quarto de hotel em Windhoek​

​O casal de Franca que viajou em 16 de março para a Namíbia, no sudoeste da África, segue sem previsão para retornar ao Brasil. 

A nação africana fechou as fronteiras por conta do novo coronavírus e, desde 26 de março, Simone Faleiros e Eduardo Pereira afirmam que estão em um quarto de hotel da capital, Windhoek.

Segundo o Itamaraty, os dois são os últimos brasileiros na Namíbia que pediram ajuda para retornar ao país de origem. 

As severas restrições de movimentação tanto na Namíbia quanto no país vizinho, África do Sul, dificultam a repatriação.

“A Embaixada em Windhoek manteve contato desde o início da crise com os nove brasileiros que se encontravam no território da Namíbia, sete dos quais optaram por sair do país logo após receberam o aviso da Embaixada”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

Simone e o marido depositam as fichas em um voo que sairá da Angola, mas não há confirmação de que o avião fará escala na Namíbia.

“Esse voo não tem data ainda, mas já há uma previsão de que haverá esse voo, então seria interessante que fizesse uma escala aqui para nos pegar. Se não, a gente corre o risco de ficar aqui até maio”, disse Simone.

Eduardo Pereira e Simone Faleiros em foto antes do isolamento

Dinheiro e remédio acabando

Simone afirma que o marido tem problemas de saúde e depende de remédios que estão chegando ao fim. 

“Meu marido é asmático e ele tem também problema de pressão, é hipertenso. Os remédios estão acabando, o dinheiro está acabado e a gente está em uma situação complicada”

De acordo com o Itamaraty, a embaixada no país não tem poder de decisão, já que é uma norma do governo da Namíbia o fechamento das fronteiras. 

“As severas restrições de movimentação e o fechamento de todas as fronteiras namibianas – terrestres, marítimas e aéreas – limitam severamente a gama de opções disponíveis para a repatriação”.

O governo da África do Sul, país vizinho e com mais capacidade de voos, também implantou medidas restritivas ao trânsito terrestre interestadual, o que dificulta qualquer viagem da capital da Namíbia para Johannesburgo, distantes 1,6 mil quilômetros..

O ministério afirma também que alerta o casal sobre os riscos de tentar sair da Namíbia por terra.

“Somos obrigados a alertar os brasileiros sobre potenciais riscos de ações que podem originar problemas maiores, como o transporte por via terrestre, em território pouco povoado, sob estrito controle migratório e de tráfego”.

(Fonte: G1)


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