Travesti se irrita ao ser chamado de Alfredo e da piti no Plantão Policial

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 12 de setembro de 2016 às 07:46
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:56
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Não é a primeira vez que casos como esse chamam a atenção dos policiais

Um travesti de 27 anos, morador no Parque São Jorge, se envolveu num acidente de trânsito nesta madrugada, 12.

A bordo de seu GM Celta, o travesti que trabalha como cabeleireiro, trafegava pela Avenida Hélio Palermo, próximo ao Jardim Rivieira quando perdeu o controle da direção e bateu na defensa metálica.

Populares acionaram o os bombeiros e a Polícia Militar. Apesar de recusar atendimento médico, o travesti foi levado ao Plantão Policial pelos PMs que atenderam a ocorrência. Visivelmente embriagado, ele se recusou a soprar o “bafômetro”.

No Plantão houve desentendimento entre o travesti e os escrivães. O cabeleireiro que tem o pseudônimo de Milena, ficou transtornado e “rodou a baiana” ao ser chamado de Alfredo, nome de batismo e constante no RG.

O escrivão Rogério Primo foi tentar explicar que o boletim iria ser elaborado com o nome de batismo, e aí iniciou-se um bate boca. “Eu estava explicando que não tem como colocar o nome de guerra, aí ele “travesti”, começou a gritar. Acho que é mais frescura mesmo”, disse o escrivão Rogério Primo.

O médico legista não constatou alteração na coordenação psicomotora e o travesti foi liberado. Ele foi multado pela PM, por dirigir sob o efeito de álcool e vai ter que pagar uma multa no valor de R$ 2 mil. O carro foi liberado para um amigo do cabeleireiro.


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