Psiquiatra aponta cuidados para evitar a depressão durante a quarentena

  • Entre linhas
  • Publicado em 1 de maio de 2020 às 14:28
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:40
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Marcelo Salomão Aros dá dicas para manter o ritmo e a saúde durante o isolamento social

As
ações emergenciais indicadas pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) e pelo
Ministério da Saúde em decorrência da progressão da pandemia pelo “novo
coronavírus” ou COVID-19, levaram as pessoas a adotar o distanciamento social e
a reclusão da população em seus domicílios. 

A pandemia pelo COVID-19 já é uma
das maiores epidemias da história da humanidade e tem trazido perdas
econômicas, sociais, trabalhistas e dos processos de ensino-aprendizagem.

Mas o
surto de coronavírus ainda influência diretamente a saúde física e mental das
pessoas.

A
atual epidemia do COVID-19 acentua sintomas de ansiedade, tristeza, medo e
depressão na população. Daí a importância do cuidado com a saúde mental das
pessoas. 

A Universidade de Franca (Unifran), instituição que integra a Cruzeiro
do Sul Educacional, com a ajuda do professor de Medicina, Marcelo Salomão
Aros, apresenta dicas de como ajudar a controlar esses sofrimentos mentais
durante a período de distanciamento social.

O
professor Marcelo Salomão Aros, que também é psiquiatra, relata que “o ser humano é um ser social e o
isolamento forçado, pode produzir uma diminuição da estimulação elétrica do
cérebro. A diminuição da estimulação elétrica do parênquima cerebral pode
predispor as pessoas às doenças mentais. Assim durante a quarentena devemos
estar atentos ao surgimento de sinais de sofrimento mental como: insônia,
pesadelos, irritação, agressividade, choro frequente, angústia, dores físicas,
aumento ou perda do apetite, diminuição da libido e esquecimentos
”.

Outro
aspecto que demanda atenção em decorrência da quarentena é a mudança abrupta e
forçada nas antigas rotinas. 

Grande parte da população  alterou suas
atividades de trabalho, suas atividades sociais preferidas, passou a restringir
contato com familiares e até um simples abraço ou aperto de mãos, passaram a
ser evitados e vistos como perigosos. 

Esse contexto desencadeou em nossa mente
sensações de perda, de insegurança e processos de lutos, que demandam
elaboração psíquica. 

Além
de seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das
autoridades regionais de saúde como: “FICAR EM CASA”, lavar as mãos, procurar
os hospitais e pronto-socorros em caso de extrema necessidade é importante
preservar alguns hábitos na nossa rotina durante a quarentena, para a
manutenção de conexões afetivas e cognitivas do cérebro como:


A alimentação deve seguir horários regulares (exemplo: café, almoço, lanche da
tarde e jantar), jamais pule refeições;


Não realize dietas emagrecedoras ou restringir categorias alimentares (ex.
carboidratos) no período da pandemia;


Procure se alimentar com produtos saudáveis;


Confeccione refeições diferentes da sua rotina, isto melhora a criatividade;


Não esqueça de tomar água regularmente (de 6 à 8 copos de água/dia);


Destine um horário do seu dia para realizar algum tipo de atividade física de
duas a quatro vezes por semana;


Evite a luminosidade da TV, celulares, notebooks, próximo do horário de dormir;


Assista filmes, programas de TV que lhe agradem;


Faça leituras de jornais, livros, notícias na internet e evite as fake news;


Programe uma lista de pós-quarentena: atividades, viagens, encontros que
gostaria ter com os amigos e familiares;


Fale dos sentimentos positivos para aqueles que você ama, isso fará bem a todos;

Se
uma pessoa começar a ter sintomas mais intensos e contínuos de ansiedade,
depressão ou outras patologias sugiro que a mesma busque a opinião de um
psiquiatra ou de um psicólogo para que a sua saúde mental não se agrave.


+ Mais+