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Prefeitura repudia culpa sobre greve de motoristas: “Essa relação não nos compete”

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 21 de junho de 2021 às 13:06
  • Modificado em 21 de junho de 2021 às 13:50
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Prefeitura tenta lavar as mãos sobre a greve os ônibus, mas o problema gerencial do transporte coletivo é de responsabilidade do município.

Guerra de bastidores entre Empresa São José e Alexandre Ferreira tem prejudicado a população francana

A Empresa São José e a Prefeitura de Franca seguem em clima de guerra fria. Provocações e atribuição de responsabilidades de parte a parte tem marcado o relacionamento.

No fim de semana, a empresa emitiu nota apontando para uma omissão da Prefeitura em relação ao transporte coletivo, ao proibir os ônibus de circular durante o lockdown do fim de maio e começo de junho.

Nesta segunda-feira, a Prefeitura rebateu e afirmou que tomou as medidas necessárias e que a greve dos motoristas, que deixa novamente os francanos sem transporte coletivo, não é de sua responsabilidade.

Em texto assinado pela Assessora de Comunicação sem mencionar em momento algum o prefeito Alexandre, mas sim a Prefeitura enquanto instituição, o poder público municipal diz que a relação entre a São José e seus funcionários não lhe compete.

Veja a integra da nota.

“A Prefeitura de Franca informa que medidas de lockdown para o enfrentamento a Covid-19 foram necessárias para reduzir conter a transmissão da doença.

A queda brusca nos atendimentos no Pronto Socorro e de pacientes necessitando de leitos de UTI comprovam os resultados efetivos da medida.

Já a relação entre a empresa concessionária e seus colaboradores não compete à prefeitura”.

Errado

A Constituição Federal estabelece que o transporte coletivo de passageiros é de responsabilidade do município.

Voltando no tempo, a Prefeitura de São Paulo durante muitos anos teve a CMTC, uma empresa de ônibus e trólebus que atendia a Capital e a região metropolitana.

A Empresa São José é concessionária do transporte de passageiros por licitação aberta pela Prefeitura. Tanto isso é verdadeiro que quem determina o valor do transporte coletivo é o Prefeito.

Dizer que o problema do transporte coletivo não diz respeito à Prefeitura é tentar se esquivar do problema e, mais do que isso, mostrar incompetência em resolver uma situação que passa por gestão.


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