Prédio do “esqueleto” vira debate na Câmara e vereador pede providências

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 3 de julho de 2026 às 10:00
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Vereador considera importantes os contatos junto ao Governo do Estado, mas pediu celeridade para que as providências avancem.

O vereador Gilson Pelizaro (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal de Franca durante a 22ª Sessão Ordinária de 2026, realizada na terça-feira, dia 30 de junho, para solicitar providências relacionadas à segurança de um antigo prédio público localizado na região dos bairros Consolação, Jardim Lima e Parque dos Limas.

O vereador relacionou o tema aos investimentos em tecnologia para segurança pública, mas avaliou que, no caso do prédio mencionado, a solução depende de medidas objetivas de proteção do imóvel

“A gente tá vendo aí todos os esforços da administração municipal na instalação da Muralha Paulista. Inclusive, eu até colaborei destravando esse processo junto ao Ministério da Justiça, para que implementasse o mais breve possível e melhorasse a segurança da nossa cidade” pontuou.

Responsabilidade

O parlamentar afirmou que há problemas que não dependem de sistemas complexos para serem enfrentados, mas da definição de responsabilidade e da adoção de providências no local. Segundo ele, o imóvel já registrou morte e também ocupação por usuários de drogas.

“Mas tem coisa que não precisa de tanta tecnologia, como a Muralha Paulista, para resolver. É tão fácil. É um ponto único localizado que basta a gente saber de quem é a responsabilidade para tomar medidas” disse.

Pelizaro disse que moradores da região têm solicitado providências urgentes diante da invasão do prédio e da insegurança no entorno. O vereador afirmou que o espaço favorece práticas ilícitas e pediu medidas de proteção enquanto não houver uma definição definitiva sobre a destinação do imóvel.

“O que importa é que os moradores daquela região, do Consolação, do Parque dos Lima, estão pedindo providências urgentes!”

Soluções 

Ao abordar a situação administrativa do prédio, Pelizaro questionou a indefinição sobre a responsabilidade pelo imóvel. Segundo ele, a alternância de informações sobre a titularidade dificulta a adoção de medidas e mantém a população do entorno em situação de insegurança.

O vereador também afirmou que o Governo do Estado deve participar da solução, tanto por sua responsabilidade na segurança pública quanto pela relação com o imóvel. Para Pelizaro, a burocracia não deve impedir a adoção de medidas imediatas de segurança no local.

“Quem cuida da segurança pública no Estado de São Paulo? É o governo do estado. Quem é o dono daquele prédio? É o governo do estado. Por que não unir as forças que ele já comanda para impedir que aquele esqueleto vire palco de violência?” questionou.

Ainda sobre o mesmo tema, Pelizaro questionou a decisão anterior do município de adquirir um imóvel privado para instalar a Secretaria de Educação, em vez de utilizar o prédio público citado.

Ao concluir, o vereador afirmou que considera importantes os contatos junto ao Governo do Estado, mas pediu celeridade para que as providências avancem.


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