Ondas de frio antes do inverno aumentam vendas de agasalhos entre 10% e 35%

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 26 de junho de 2022 às 10:00
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A comparação é com 2019, período anterior à pandemia da Covid-19; procura surpreendeu alguns lojistas, que ficaram sem estoque

 

Ao contrário de anos anteriores, em que a coleção de roupas de inverno ficou encalhada nas araras das lojas, em 2022, camisetas de manga longa, moletons, blusas de tricô e casacos têm sido vendidos mais facilmente, mesmo com os preços mais altos.

Isso se deve à chegada antecipada do frio, já em maio, no momento em que muitas pessoas voltavam ao trabalho presencial, depois de passar dois anos em home office.

“Percebemos que a retomada da mobilidade e da participação em eventos sociais têm contribuído para a necessidade de renovar o guarda-roupa e, com isso, temos visto maior fluxo, em especial na loja física, mas também no online. Esses fatores, aliados às frentes frias que atingiram o país, têm estimulado maior procura por peças de inverno, assim como por itens mais voltados para situações profissionais e sociais, que os clientes não estavam usando tanto em função da pandemia”, diz a direção das lojas Renner.

Ondas de frio

Segundo o portal Notícias R7, até agora, com menos de uma semana de inverno, que começou oficialmente na última terça-feira (21), o país já enfrentou três fortes ondas de frio, duas delas causadas por massas de ar polar:

a primeira foi na semana de 11 de maio, período em que cidades do Sul registraram temperaturas abaixo da média histórica;

a segunda onda de frio, causada pela passagem da primeira massa polar, aconteceu entre o fim de maio e início de junho e, além do frio, levou geadas para as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste, e chuvas fortes, seguidas por alagamentos, no Nordeste;

e a terceira onda e segunda massa polar chegou por volta de 12 de junho, levando as temperaturas em algumas localidades para valores abaixo de zero.

Lojistas surpresos

As temperaturas mais baixas ajudam muito os lojistas”, afirma Luís Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping).

“E se o frio for constante, a venda é melhor ainda. Uma sequência de dias com temperaturas baixas, cinco, seis dias, favorece muito o comércio, é bastante positivo. As pessoas ainda não podem renovar seus guarda-roupas, as peças estão caras e o dinheiro está curto. Então, elas só compram os artigos de que precisam mesmo, e uma sequência de dias frios faz sentir essa necessidade”, explica.

O aumento nas vendas com o frio também foi percebido pelos comerciantes da região do Bom Retiro, em São Paulo, segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro).

“Em maio e junho, até a semana passada, observamos um aumento de 10% na procura por roupas de inverno em relação ao mesmo período de 2019, pois não estamos considerando os anos da pandemia, 2020 e 2021. Muitas empresas ficaram sem estoque e tiveram que repor mercadorias para atender a alta procura”, informou a entidade, por meio de nota.


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