Menino que teve dinheiro da venda de picolés roubado em Igarapava, ganha bicicleta

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 26 de dezembro de 2022 às 11:00
  • Modificado em 26 de dezembro de 2022 às 11:04
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Morador ficou sensibilizado com a história de Kléber Gabriel, de 12 anos, e decidiu doar brinquedo e alimentos para o garoto.

Menino de 12 anos passou a vender picolés em Igarapava, SP, para ajudar família (Foto: José Augusto Júnior/EPTV)

O menino Kléber Gabriel, de 12 anos, que teve R$ 20 da venda de picolés para ajudar a família roubados em Igarapava (SP) enquanto trabalhava, realizou o sonho de ter uma bicicleta. É que um morador de São Paulo (SP) ficou comovido com a história dele e decidiu ajudá-lo.

O presente de Natal chegou no sábado (24). O doador presenteou Kléber com uma bicicleta nova, um par de tênis, um panetone e uma cesta com alimentos para a família.

A história de Kléber ficou conhecida na quarta-feira (21). O menino, que está de férias da escola, começou a vender picolés na rua para ajudar a mãe. Kelly Xavier Ambrósio precisou passar por duas cirurgias recentemente e está afastada do trabalho de auxiliar de cozinha em uma usina.

Como ainda não passou por perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a família está sem a renda dela de R$ 1,5 mil por mês. Os R$ 300 de Lucas com a venda dos picolés passaram a ser o único recurso financeiro.

Sustentando a casa

Além de comprar o básico para casa, o menino também queria usar parte do dinheiro na compra de uma bicicleta.

Na tarde de terça-feira (20), Kléber ganhou um panetone de Natal e seguiu para a Avenida Vinte e Dois de Maio com o carrinho de picolés. Segundo relato dele, um jovem passou a ameaçá-lo e exigiu que ele entregasse o presente, uma calculadora e uma pochete que tinha R$ 20 em moedas.

Segundo notícia do portal G1 Ribeirão e Franca, o estudante pediu ajuda a uma professora que passava de carro pelo local e a um amigo da família que passavam pelo local na hora do crime.

A professora ainda seguiu de carro atrás do jovem, na tentativa de fazê-lo devolver o dinheiro, mas não conseguiu convencê-lo.

Mesmo com medo, Kléber não pensou em desistir do trabalho para ajudar a família. “Vou continuar para ajudar minha família, preciso ajudar. Eu não me importo”, disse o jovem.


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