Mais fome no frio: Nutricionista explica o que acontece com o corpo nessa época

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 18 de junho de 2023 às 21:00
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Com a chegada do inverno, você já notou como a nossa fome aumenta? Surge aquela vontade de comer alimentos mais quentinhos e algumas vezes mais calóricos

Sentir mais fome no frio tem uma explicação – foto Freepik

 

Com a chegada do inverno, você já notou como a nossa fome aumenta? Surge aquela vontade de comer alimentos mais quentinhos e algumas vezes mais calóricos.

Mas esta fome tem um motivo: nosso corpo passa a gastar mais calorias, segundo a nutricionista Julia Marques.

“Em baixas temperaturas, nosso corpo gasta mais calorias a fim de regular a temperatura corporal para nos manter aquecidos, de forma que sentimos mais fome para suprir esse gasto energético maior”.

Além dos sintomas físicos, Julia aponta que o emocional também ajuda a fazer escolhas não tão saudáveis.

“O fato de estarmos em casa, num clima frio, faz com que busquemos mais conforto por meio dos alimentos. Esse conforto aparece em alimentos com um valor afetivo para cada uma de nós”.

“Aquele bolo gostoso que a avó fazia, um chocolate quente que lembra um lugar para onde já viajamos, uma sopinha que comíamos na casa dos pais, todas essas lembranças que surgem em dias frios aumentam nossa vontade de comer”.

“Então, comer mais essa época do ano tem tanto uma razão fisiológica, como razões emocionais e comportamentais também”.

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Algumas preparações são mais difíceis de consumir em baixas temperaturas, como as saladas frias por exemplo.

Para isso é interessante pensarmos no consumo de folhas cozidas ou refogadas como a couve, a bertalha e o espinafre.

“Quando pensamos em caldos, a preocupação principal é a presença de embutidos, que aumentam consideravelmente as calorias”.

“Podemos, então, fazer as preparações sem utilizá-los, lançando mão de temperos naturais que dispensem a necessidade de alimentos gordurosos como as linguiças, por exemplo”, diz Julia

“Também podemos investir em alimentos com menor densidade calórica, ou seja, com menos calorias em uma maior quantidade”.

“Batata inglesa em vez de arroz, bolacha de arroz em vez de fatia de pão, frutas menos calóricas, como morango ou kiwi, por exemplo, são possibilidades de comermos mais sem que isso altere tanto a quantidade de calorias consumidas”.

“Nas bebidas, como o chocolate quente, por exemplo, podemos usar cacau em vez de achocolatado, ou até mesmo o chocolate mais rico em cacau (acima de 60%) no lugar do chocolate ao leite”.

Agora, uma orientação deve ser seguida independente dos dias mais quentes ou frios: fugir dos ultraprocessados.

“Não existe uma restrição especifica a alguns alimentos nessa época, o que podemos evitar são os alimentos muito calóricos e ultraprocessados para que o frio não seja sinônimo de comer menos saudável”, finaliza a nutricionista.

*Informações Receitas Globo


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