Dores ao acordar, cansaço constante e noites mal dormidas podem ter mais a ver com o colchão do que você imagina
Quando o colchão perde sustentação, o corpo se adapta. E essa adaptação acontece em posições prejudiciais à coluna (Foto Arquivo)
Acordar cansado mesmo após horas de sono não é normal. Dores nas costas, no pescoço ou nos ombros também merecem atenção. Na maioria das vezes, o problema não está no tempo dormido. Está na qualidade do descanso.
Quando o colchão perde sustentação, o corpo se adapta. E essa adaptação acontece em posições prejudiciais à coluna.
Com o tempo, o impacto aparece no bem-estar diário. E no humor, na disposição e na saúde.
Dormir mal é mais comum do que parece
Os dados reforçam o alerta. No Brasil, três em cada dez pessoas relatam dificuldades para dormir.
Além disso, 20% dos adultos dormem menos de seis horas por noite. O índice é ainda maior entre as mulheres.
Esses números mostram algo importante. Cuidar do sono é cuidar da saúde. E o colchão é parte central desse processo.
Por que o desgaste nem sempre é visível
Segundo Jeziel Rodrigues, da Anjos Colchões & Sofás, o colchão é um dos itens mais negligenciados da casa.
O desgaste acontece por dentro. E nem sempre aparece a olho nu.
Com o tempo, o colchão perde a capacidade de sustentar a coluna. O corpo, então, passa a compensar durante o sono. Isso gera tensão muscular. E compromete o descanso profundo.
Sinais claros de que está na hora da troca
Alguns alertas não devem ser ignorados. Eles indicam que o colchão já cumpriu seu papel.
Fique atento se você percebe:
– Afundamentos ou deformações visíveis.
– Dores musculares ou na coluna ao acordar.
– Sensação constante de cansaço.
– Rangidos ou instabilidade, em colchões de mola.
– Crises alérgicas mais frequentes.
Colchões antigos acumulam ácaros e poeira. Isso afeta diretamente a saúde respiratória.
A densidade certa muda tudo
Nem muito macio, nem duro demais. A densidade do colchão precisa combinar com seu corpo.
Ela deve ser escolhida de acordo com:
– Peso.
– Altura.
– Posição em que você dorme.
Uma densidade inadequada compromete a postura. E pode agravar problemas ortopédicos com o tempo.
Como escolher o colchão ideal
Existem vários tipos no mercado. Molas, espuma, látex e diferentes níveis de firmeza.
Cada modelo tem vantagens e limitações. Por isso, testar é essencial.
Dicas práticas
Vá a lojas especializadas
Deite-se por alguns minutos. Teste a posição em que costuma dormir. Observe como o colchão reage ao seu peso.
Esse contato faz diferença. E evita escolhas erradas.
Tecnologia também ajuda a dormir melhor. O mercado evoluiu. Hoje, colchões vão além do conforto.
Alguns modelos oferecem:
– Tecidos com tratamento antiácaro.
– Sistemas de ventilação.
– Tecnologias voltadas à recuperação do corpo.
Esses recursos favorecem o descanso. E contribuem para noites mais restauradoras.
Dormir bem é autocuidado
Trocar o colchão não é luxo. É cuidado com o corpo e com a mente.
Quando o sono melhora, tudo melhora. Inclusive a forma como você vive o dia.
Pergunta final: Seu colchão ainda cuida de você ou já está pedindo aposentadoria?