Hora de trocar o colchão: reconhecendo os sinais de que ele já cumpriu seu papel

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 19:30
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Dores ao acordar, cansaço constante e noites mal dormidas podem ter mais a ver com o colchão do que você imagina

Quando o colchão perde sustentação, o corpo se adapta. E essa adaptação acontece em posições prejudiciais à coluna (Foto Arquivo)

 

Acordar cansado mesmo após horas de sono não é normal. Dores nas costas, no pescoço ou nos ombros também merecem atenção. Na maioria das vezes, o problema não está no tempo dormido. Está na qualidade do descanso.

Quando o colchão perde sustentação, o corpo se adapta. E essa adaptação acontece em posições prejudiciais à coluna.

Com o tempo, o impacto aparece no bem-estar diário. E no humor, na disposição e na saúde.

Dormir mal é mais comum do que parece

Os dados reforçam o alerta. No Brasil, três em cada dez pessoas relatam dificuldades para dormir.

Além disso, 20% dos adultos dormem menos de seis horas por noite. O índice é ainda maior entre as mulheres.

Esses números mostram algo importante. Cuidar do sono é cuidar da saúde. E o colchão é parte central desse processo.

Por que o desgaste nem sempre é visível

Segundo Jeziel Rodrigues, da Anjos Colchões & Sofás, o colchão é um dos itens mais negligenciados da casa.

O desgaste acontece por dentro. E nem sempre aparece a olho nu.

Com o tempo, o colchão perde a capacidade de sustentar a coluna. O corpo, então, passa a compensar durante o sono. Isso gera tensão muscular. E compromete o descanso profundo.

Sinais claros de que está na hora da troca

Alguns alertas não devem ser ignorados. Eles indicam que o colchão já cumpriu seu papel.

Fique atento se você percebe:

– Afundamentos ou deformações visíveis.
– Dores musculares ou na coluna ao acordar.
– Sensação constante de cansaço.
– Rangidos ou instabilidade, em colchões de mola.
– Crises alérgicas mais frequentes.

Colchões antigos acumulam ácaros e poeira. Isso afeta diretamente a saúde respiratória.

A densidade certa muda tudo

Nem muito macio, nem duro demais. A densidade do colchão precisa combinar com seu corpo.

Ela deve ser escolhida de acordo com:

– Peso.
– Altura.
– Posição em que você dorme.

Uma densidade inadequada compromete a postura. E pode agravar problemas ortopédicos com o tempo.

Como escolher o colchão ideal

Existem vários tipos no mercado. Molas, espuma, látex e diferentes níveis de firmeza.

Cada modelo tem vantagens e limitações. Por isso, testar é essencial.

Dicas práticas

Vá a lojas especializadas

Deite-se por alguns minutos. Teste a posição em que costuma dormir. Observe como o colchão reage ao seu peso.

Esse contato faz diferença. E evita escolhas erradas.

Tecnologia também ajuda a dormir melhor. O mercado evoluiu. Hoje, colchões vão além do conforto.

Alguns modelos oferecem:

– Tecidos com tratamento antiácaro.
– Sistemas de ventilação.
– Tecnologias voltadas à recuperação do corpo.

Esses recursos favorecem o descanso. E contribuem para noites mais restauradoras.

Dormir bem é autocuidado

Trocar o colchão não é luxo. É cuidado com o corpo e com a mente.

Quando o sono melhora, tudo melhora. Inclusive a forma como você vive o dia.

Pergunta final: Seu colchão ainda cuida de você ou já está pedindo aposentadoria?

Fonte: Alto Astral