Na maior parte dos casos, as vítimas caem nos golpes por acreditarem em falsas oportunidades apresentadas nas redes sociais.
A dificuldade da missão de completar o álbum da Copa do Mundo vai muito além de encontrar aquelas figurinhas lendárias.
Nas últimas semanas, muitas pessoas têm sido vítimas de golpes virtuais relativos ao álbum, o que já chama atenção de colecionadores, empresas de segurança da informação, autoridades e da própria editora responsável pela fabricação do produto.
Na maior parte dos casos, as vítimas caem nos golpes por acreditarem em falsas oportunidades apresentadas nas redes sociais.
Preferencialmente via WhatsApp e Facebook, os criminosos montam campanhas com supostas promoções imperdíveis e assim atraem a atenção dos colecionadores.
Uma das campanhas que circula nas últimas semanas tenta convencer as pessoas que a editora Panini está sorteando um álbum e mais 80 pacotinhos de figurinhas, no total de 400 figurinhas.
Muitos tipos de golpes
Para supostamente receber o prêmio é necessário responder um questionário simples, com perguntas que induzem ao erro de se tratar realmente da editora, do tipo: “Com que frequência você compra nossos produtos?” e “Você conhece a Panini?”
Há também elementos que fazem o consumidor tratar o golpe como grande oportunidade, já que o sistema conta tempo e atualiza com um número de produtos disponíveis cada vez menor.
Segundo uma notícia do portal UOL, a fraude ainda tem comentários de supostos clientes que já teriam recebido o prêmio e um espaço para compartilhar a “promoção” com outras pessoas da sua lista de contatos. Assim, a própria pessoa espalha o golpe.
Todo esse processo direciona os colecionadores para dois caminhos:
1) fornecimento de dados cadastrais ou dados bancários para os criminosos;
2) redirecionamento para que a pessoa baixe um aplicativo ou software que na verdade é malicioso, escaneia informações e abre a possibilidade de outros golpes serem aplicados na mesma vítima no futuro.