Entre moradores, circulava a brincadeira de que no supermercado de Seu Aparecido era possível encontrar qualquer coisa
O comerciante Aparecido Maldonado Ponce, conhecido em Franca como “Seu Aparecido”, morreu neste sábado (7), aos 88 anos. Ele enfrentava problemas de saúde há cerca de um ano, com complicações renais e também um câncer na garganta. Nos últimos dias, havia sido internado após apresentar alterações cardíacas e renais e acabou entrando em coma na sexta-feira (6).
A morte foi comunicada pela família. Em uma mensagem nas redes sociais, o filho Daniel Maldonado lamentou a perda do pai. “Muita tristeza. Comunico o falecimento do meu amado pai, Aparecido Maldonado Ponce. Você foi um guerreiro. Descanse em paz”, escreveu.
Natural da zona rural de Restinga, Seu Aparecido mudou-se ainda jovem para Franca. Aos 15 anos, iniciou a vida de trabalho na cidade atuando em uma quitanda, onde permaneceu por quatro anos. Pouco tempo depois começou a construir a história que o tornaria conhecido entre gerações de francanos.
Ele formou família ao lado de Norma Ponce, com quem viveu por mais de 50 anos. O casal teve três filhos: Aparecido Maldonado Ponce Júnior, Daniel Costa Maldonado e Alexandre Maldonado Ponce.
No comércio, Seu Aparecido somou quase sete décadas de atividade. Desde 1957 era proprietário do Supermercado São Paulo, estabelecimento tradicional da cidade. Mesmo já idoso, ele seguia presente na rotina do mercado. Até poucas semanas antes da morte, ainda podia ser visto caminhando pelos corredores, conferindo produtos, realizando compras e conversando com clientes.
Conhecido pelo jeito simples e bem-humorado, Seu Aparecido gostava de interagir com os frequentadores do mercado. Muitos clientes iam ao local não apenas para fazer compras, mas também para conversar ou tirar fotos com o comerciante, que acabou se tornando uma figura popular em Franca e região.
Entre moradores, circulava a brincadeira de que no supermercado de Seu Aparecido era possível encontrar qualquer coisa. A fama vinha de episódios curiosos. Em uma das histórias mais lembradas, para não perder uma venda, ele chegou a buscar em sua própria casa — que fica sobre o supermercado — um abridor de latas para atender um cliente. Com certeza, deixará saudades em Franca por muito tempo.
O velório ocorre neste sábado (7), a partir das 12h, no Memorial Nova Franca, sala 5. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Saudade, em Franca.