Fábrica francana de calçados aposta na exportação com marcas de terceiros

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 18 de abril de 2022 às 16:00
  • Modificado em 18 de abril de 2022 às 16:11
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Empresa PG4 Galleria, que emprega mais de 140 funcionários, não possui representantes comerciais e atua no relacionamento direto

Empresa PG4 Galleria, que emprega mais de 140 funcionários, não possui representantes comerciais e atua no relacionamento direto

Fundada em 2007, a PG4 Galleria, de Franca, é especializada em calçados masculinos de alto valor agregado e possui um modelo 100% private label, tanto para abastecimento doméstico quanto internacional.

Com uma produção de mais de mil pares por dia, dos quais exporta entre 55% e 60% para cerca de 20 destinos internacionais, com destaque para Estados Unidos e países da América Latina, a empresa é uma “camaleoa”, conforme palavras do diretor Giuliano Gera.

Segundo ele, que acumula o know-how de mais de 30 anos no setor calçadista – antes de fundar a PG4 Galleria trabalhou com uma grande empresa exportadora do polo francano -, a produção e exportação private label é como um “lego”.

“Nós customizamos a nossa produção de acordo com a demanda do cliente, seja ele doméstico ou internacional. É um trabalho bastante intenso, mas que traz ótimos resultados”, diz.

Segundo ele, a empresa, que emprega mais de 140 funcionários, não possui representantes comerciais e atua no relacionamento direto com os compradores, por meio de visitas físicas e reuniões periódicas nos meios digitais.

Gera destaca que o modelo de vendas com marca do cliente traz vantagens competitivas para a empresa, especialmente no mercado internacional.

“A briga de marcas, especialmente no mercado externo, é um duelo de titãs. O modelo private label facilita as vendas e dá mais robustez para a empresa. Além disso, nos proporciona uma proximidade maior com o nosso cliente, nos trazendo informações relevantes de diferentes mercados, informações que utilizamos para melhoria de todos os processos na empresa”, avalia o diretor.

Após um 2020 que registrou queda de 50% nos negócios da empresa, Gera espera uma recuperação gradual, que segundo ele deve se dar justamente pelas exportações.

“Para 2022, a nossa estimativa é ultrapassar os resultados pré-pandemia em 5% a 10%”, projeta.


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