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Estado de SP tem 468 mortes por Covid-19 em 24h, maior nº desde o início da pandemia

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 2 de março de 2021 às 17:30
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Média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias, é de 259 óbitos por dia nesta terça, o que representa uma alta de 18%

Estado de São Paulo teve, nas últimas 24 horas, mior número de mortes por covid-19 desde o início da pandemiaEstado de São Paulo teve, nas últimas 24 horas, maior número de mortes por covid-19 desde o início da pandemia

 

O estado de São Paulo registrou nesta terça-feira (2) o maior número de mortes por Covid-19 em 24h desde o início da pandemia, com 468 novos óbitos, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde.

Com os novos registros, o estado chegou a 60.014 mortes provocadas pela doença.

As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período.

Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras, por conta da subnotificação nessas datas.

A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 259 óbitos por dia nesta terça.

O número representa uma alta de 18% em comparação com o valor registrado há 14 dias, o que para os especialistas indica tendência de estabilidade.

Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, também foram registrados 10.168 casos da doença nas últimas 24 horas, totalizando 2.054.867 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia.

A média móvel de casos diários está em 9.188 nesta terça.

Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:

– 468 novas mortes
– 10.168 novos casos

Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:

– 60.014 mortes
– 2.054.867 casos confirmados

Nos últimos dias, o estado vem batendo recordes sucessivos de pacientes internados com quadros mais graves da doença.

No sábado (27), o total de pacientes internados em UTI superou o valor de 7 mil pela primeira vez desde o início da pandemia.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o maior valor anterior durante o primeiro pico da doença havia sido registrado em 29 de julho, com 6.250 pacientes em UTI. A gestão estadual vê risco de colapso no sistema de saúde nas próximas semanas.

Aumento de novas internações

As novas internações por Covid-19 aumentaram 18,3% no estado de São Paulo na última semana, em relação à semana anterior.

A velocidade do aumento verificado nos últimos dias preocupa autoridades sanitárias, que temem colapso no sistema de saúde do estado.

Na semana entre 14 e 20 de fevereiro, em média 1.541 pacientes eram internados por dia no estado. Já na semana entre 21 de fevereiro e o último domingo (28), o valor saltou para 1.823 por dia.

“Precisamos da colaboração da população. Não adianta abrir mais leitos. Nós estamos abrindo, estamos expandindo. Estamos fazendo a nossa parte, mas nós temos a limitação, tanto de espaço, mas também de recursos humanos”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta segunda.

De acordo com o secretário, as pessoas precisam colaborar para evitar aglomerações que possam disseminar o contágio pelo vírus.

“Nós temos que parar com a velocidade e a instalação da pandemia no nosso meio. Nós imploramos, nós já não pedimos, que a população colabore. Precisamos ter responsabilidade. Estamos todos no mesmo barco. E todos estamos em risco.”

Medidas mais duras

Diante da piora da epidemia em todo país, autoridades e saúde e conselho de secretários pedem que medidas mais duras de restrição à circulação de pessoas sejam tomadas.

No estado de São Paulo, começou a valer na sexta-feira (26) a restrição de circulação das 23h às 5h, batizada pela gestão João Doria (PSDB) de “toque de restrição”. O objetivo é aumentar a fiscalização no período noturno para coibir aglomerações e festas clandestinas.

A medida, no entanto, não tem poder de proibição, e é diferente de um “lockdown”. Após a lotação de leitos, algumas prefeituras como a de Araraquara e de municípios do ABC paulista já decidiram adotar proibições que vão além do que é determinado pelo governo estadual.

*Informações G1

 


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