Dor de cabeça piora no calor? Veja quando o sintoma é preocupante

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 28 de dezembro de 2025 às 12:00
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O calor intenso pode aumentar a frequência e a intensidade das dores de cabeça. Neurologista explica os gatilhos mais comuns e quando o sintoma exige atenção

Dor de cabeça no calor tem origem multifatorial. A vasodilatação provocada pelas altas temperaturas é um dos principais mecanismos envolvidos, mas não atua sozinha (Foto Arquivo)

 

Durante os meses mais quentes do ano, muitas pessoas percebem um aumento na frequência e na intensidade da dor de cabeça no calor.

O sintoma, que costuma ser associado apenas ao desconforto térmico, pode ter causas mais complexas e merece atenção, especialmente em quem já tem predisposição a crises de cefaleia.

Segundo a neurologista Vanessa Loyola de O. Marim, do Grupo Kora Saúde, estudos populacionais já identificaram uma maior incidência de dor de cabeça no calor, principalmente durante períodos de temperaturas extremas ou variações bruscas ao longo do dia.

Por que a dor de cabeça no calor acontece com mais frequência?

A especialista explica que a dor de cabeça no calor tem origem multifatorial. A vasodilatação provocada pelas altas temperaturas é um dos principais mecanismos envolvidos, mas não atua sozinha.

Fatores como desidratação, perda excessiva de líquidos pelo suor e exposição à poluição contribuem para tornar o organismo mais vulnerável.

“Quando calor, baixa ingestão de água e má qualidade do ar se somam, o risco de dor de cabeça no calor aumenta consideravelmente”, afirma Vanessa.

Estudos mostram aumento da dor de cabeça no calor extremo

Pesquisas internacionais apontam que ondas de calor estão associadas ao aumento das crises de cefaleia. Em alguns países asiáticos, por exemplo, estudos relatam elevação de até 35% nos episódios de dor de cabeça no calor durante períodos de temperaturas extremas.

Apesar disso, a neurologista ressalta que esses dados variam conforme fatores ambientais e culturais. “Não é possível aplicar automaticamente esses números ao Brasil, já que clima, hábitos, genética e níveis de poluição são diferentes”, explica.

Hidratação é chave para prevenir dor de cabeça no calor

Entre os fatores de prevenção, a hidratação adequada é um dos mais relevantes. Estudos indicam que aumentar a ingestão diária de água em cerca de 1,5 litro pode reduzir significativamente o tempo total de dor de cabeça no calor, chegando a uma diminuição de até 21 horas de dor ao longo de duas semanas.

“É uma estratégia simples, acessível e muitas vezes subestimada, mas com impacto direto na prevenção da dor de cabeça no calor”, reforça a especialista.

Quando a dor de cabeça no calor exige atenção médica?

Na maioria dos casos, a dor de cabeça no calor é benigna e melhora com medidas como hidratação, descanso e redução da exposição ao sol. No entanto, alguns sinais indicam a necessidade de procurar um médico.

Atenção se a dor de cabeça no calor vier acompanhada de alterações visuais, febre persistente, rigidez no pescoço, náuseas intensas, vômitos, fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, ou se a dor se intensificar progressivamente ao longo dos dias.

“Reconhecer quando a dor de cabeça no calor foge do padrão habitual é fundamental, especialmente no verão, quando os gatilhos ambientais estão mais presentes”, alerta Vanessa.

Como reduzir o impacto da dor de cabeça no calor no verão

Para atravessar os meses mais quentes com mais conforto, a neurologista recomenda manter hidratação constante, evitar exposição solar prolongada, preservar hábitos regulares de sono e minimizar contrastes extremos de temperatura entre ambientes internos e externos.

“Não controlamos o clima, mas podemos controlar os gatilhos. E isso faz toda a diferença para reduzir a dor de cabeça no calor”, conclui.

Fonte: Alto Astral


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