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Vereador está sofrendo acusações na Câmara por cumprir dever de fiscalizar o Poder Executivo
O prefeito Gilson de Souza (DEM), por meio de seu defensor, o advogado Denílson de Carvalho, representou contra o vereador Adermis Marini (PSDB) na Câmara de Franca, por “abuso de poder”.
O advogado afirma que Adermis, enquanto presidente da Comissão Processante que investiga denúncias graves contra Gilson, tem desrespeitado o direito à defesa do prefeito e cometido equívocos processuais na condução dos trabalhos.
Pede ainda que a oitiva do secretário Virgínio Reis à comissão seja anulado e que um novo depoimento com o secretário de Planejamento Urbano seja agendado para as próximas semanas.
Não precisa ir muito longe para constatar que tudo isso não passa de uma manobra do prefeito para desviar o foco principal do assunto: o suposto e possível favorecimento à Construtora Pacaembu pela administração de Gilson.
A denúncia é tão grave que outras instâncias de investigação, como o Ministério Público da Cidadania e o Gaeco, grupo do MP voltado ao combate ao crime organizado, já estão trabalhando sobre ela.
Porém, não tem o que Gilson, seu advogado e seus parceiros políticos e comissionados fazerem como a Promotoria. Ela vai investigar tudo o que bem entender, no prazo dela. Somente haverá manifestações do prefeito quando for solicitado pelo promotor.
Nesse cenário, Adermis se torna o lado “fraco” e o único passível de ataque pela administração. Quem acompanhou os depoimentos constatou que Denílson, sim, usou e abusou do poder de se pronunciar, cortando Adermis e chegando a ironizá-lo em alguns momentos.
O vereador manteve a calma e conduziu as oitivas, sempre amparado e orientado pela Procuradoria Jurídica da Câmara e já declarou estar absolutamente tranquilo sobre a representação da defesa do prefeito.
Além disso, a remarcação do depoimento de Virgínio é totalmente desnecessária, já que ele não falou uma palavra sequer contrária a Gilson. Pelo contrário, exerceu papel de defensor do prefeito.
A intenção de Denílson é clara: ganhar tempo para que o prazo da comissão expire, em três de janeiro, sem ter sido elaborado um relatório final. Ao contrário das comissões especiais de inquérito, a Comissão Processante não pode ser prorrogada. Eles “matariam” o julgamento de Gilson e impediriam a apresentação de sua cassação em plenário.
Porém, é fato que a as atenções sobre as denúncias contra Gilson poderão ser um pouco desviadas com os ataques a Adermis, que certamente não terá problemas com a representação “de festim” do prefeito, mas a situação está tomando muitos e complexos desdobramentos.
Perante a justiça, não será tão simples para o prefeito desviar o foco ou usar de artimanhas jurídicas para fugir das responsabilidades sobre possíveis irregularidades cometidas. E se isso for comprovado, não restará pedra sobre pedra no atual governo.