Criança de 9 anos aperta botão e faz todas vacinas de cidade inteira serem perdidas

  • Salvador Netto
  • Publicado em 21 de fevereiro de 2021 às 18:00
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Diante dos fatos, o inquérito será concluído e remitido ao Ministério Público, com cópia para o Conselho Tutelar do município, que adotarão medidas cabíveis

Vacinas, testes e medicação que estavam armazenadas em geladeira foram perdidos – Foto ilustrativa/Arquivo

Por curiosidade com uma luz vermelha piscando, um menino de 9 anos acabou pressionando um botão nesta semana para então depois continuar brincando numa praça em Rio Bananal (ES).

Esta simples atitude, porém, fez com que o município perdesse não apenas as vacinas contra Covid-19, como também todas as demais para outras doenças, além de ter estragado os testes de Covid-19 e medicação de alto custo que estavam armazenados em geladeiras da sede de vacinação da prefeitura.

Segundo Márcia Venturini, coordenadora de imunização da cidade, a constatação do problema foi feita na manhã desta quinta-feira, dia 18, quando ela chegou para trabalhar e se deparou com tudo desligado.

Em um vídeo postado na página de Facebook da prefeitura, a coordenadora explicou que a medicação controlada também estava armazenada junto com as vacinas em geladeira por segurança durante o feriadão.

“É um prejuízo inaceitável”, afirmou ela, quando as suspeitas das autoridades eram de um possível ato de vandalismo.

Feito o registro de ocorrência na polícia, foi dado início à investigação. O delegado Fabrício Lucindo, titular da Delegacia de Polícia de Rio Bananal, explicou em um vídeo divulgado pela corporação na sexta-feira (19), que a análise de imagens de câmeras de segurança ajudou na elucidação do caso.

A investigação identificou uma criança de 9 anos como a responsável por desligar o relógio de energia da Unidade de Saúde durante uma brincadeira.

Diante dos fatos, o inquérito será concluído e remitido ao Ministério Público, com cópia para o Conselho Tutelar de Rio Bananal, que adotarão medidas cabíveis.

Lucindo explicou que, a partir dos depoimentos colhidos na quinta-feira, os investigadores conseguiram delimitar o período exato que mostra o momento em que a energia do prédio foi desligada.

“A partir daí, pelos exames das câmeras, nós percebemos que era uma criança de apenas 9 anos de idade. Ele acabou subindo num banco de praça em frente ao relógio, curioso porque uma lâmpada vermelha dentro do relógio ficava piscando o tempo todo e ele acabou desligando o relógio para tentar apagar essa lampadazinha que ficava piscando. Desligando o relógio e apagando a lâmpada, ele voltou para as brincadeiras normalmente. Ou seja, foi uma brincadeira de criança inocente que acabou gerando todo esse problema” relatou o delegado.

Outro fator que indicava possibilidade de vandalismo era a palavra “corona” escrita por cima do relógio de energia elétrica. No entanto, também foi verificado que ela foi colocada ali pela irmã do menino responsável pela perda do material de saúde. Segundo Lucindo, a menina também é criança, com menos de 12 anos.

As informações são do jornal Extra.


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