Arquiteto dá dicas para criar espaço de trabalho funcional e charmoso com pouco dinheiro e muita criatividade
Muitos brasileiros foram surpreendidos nesta pandemia do novo coronavírus com a possibilidade de trabalhar em casa.
Além da adaptação do isolamento social, os profissionais tiveram que se virar para continuar com a mesma produtividade e ritmo em casa, um lugar que antes era sinônimo de descanso e aconchego.
No cenário pós-pandemia, muitas empresas pretendem manter o trabalho home office.
O arquiteto paulista Rodrigo Santos afirma que é possível otimizar espaços e delimitar ambientes, como sala e quarto, para as duas funções, com pouco dinheiro e criatividade. Basta investir em cores, iluminação, organizadores e plantas.
“É importante adaptar o espaço para realizar as tarefas profissionais. A ideia é trabalhar com prazer, sentir que não está obrigatoriamente em casa. Uma tarefa nada fácil, afinal, o ato de apenas mudar de cômodo não gera motivação e ânimo’.
Mas, com pouco investimento, conseguimos deixar o ambiente propício e aconchegante para estimular a criação”, diz Rodrigo, que também se viu nesta situação e hoje utiliza um dos quartos do seu apartamento.
Segundo o arquiteto, dá sim para fazer o dormitório de escritório, mas levando em conta o investimento em móveis e a delimitação da área de trabalho com espaço e cores.
“O ideal, se o local for suficiente, é incluir cadeira e mesa, pois a cama tende a ser um convite ao repouso excessivo”.
“Além disso, a rotina – levantar no horário de costume, tomar um banho, trocar o pijama por uma roupa confortável e tomar o café normalmente – ajuda na prática das atividades diárias de forma mais assertiva”, ressalta Rodrigo.
Para ele, o essencial na hora de adaptar o home office é identificar mobiliários que proporcionam conforto.
“Considere as questões de ergonomia, como o assento com descanso de braço e o encosto da cadeira, uma mesa (medida ideal: 75 cm de altura, mínimo de 50 cm de profundidade e 1,20 m de largura) que não seja tão refletiva, pois passamos muitas horas sentados na frente do computador”, diz.
Então vamos às dicas e mãos à obra!
Aposte nas cores
Segundo o arquiteto, as cores têm uma função importante no nosso cotidiano, podendo agir de forma positiva ou negativa.
“As paletas de cores usuais para estimular o raciocínio, a criatividade e a concentração são os tons de azul, amarelo, verde, vermelho, violeta e laranja”.
“Evite tons monocromáticos, por exemplo, paredes totalmente brancas, que podem criar uma atmosfera de pouco equilíbrio. Procure demarcar cada espaço conforme seu uso e função, para separar dos demais ambientes da casa”, diz Rodrigo.
Iluminação
O segundo passo para o ambiente de trabalho ideal dentro de casa é escolher um local que permita acesso à iluminação natural direta, ventilação e pouco usual pelo demais moradores.
“A luz do sol proporciona um ambiente saudável e é fundamental para o bom funcionamento do nosso relógio biológico”.
“Ao delimitar o espaço com cores é importante deixar algumas paredes e também superfícies de móveis em tons claros, que refletem melhor a luz e dão a sensação de amplitude”, explica o arquiteto.
Outra opção é investir em iluminação artificial, com lâmpadas de tonalidade branca neutra. “As lâmpadas amareladas deixam o ambiente aconchegante e, consequentemente, relaxam, tirando a disponibilidade para o trabalho”, conta Rodrigo.
Organização
Para os acumuladores de plantão, a dica é investir em caixas organizadoras, gaveteiros e prateleiras. Organizadores de escritório e porta treco também ajudam e podem combinar com as cores da decoração.
“A organização é muito importante para manter o espaço mais harmonioso e contribui para maior produtividade”, resume Rodrigo.
Invista em plantas
O uso das plantas no ambiente de trabalho doméstico é muito bem-vindo, assim como nos demais cômodos da casa.
De acordo com o arquiteto, a vegetação traz calma e aconchego para o espaço e tem o poder de relaxar a mente.
“Muitas espécies ajudam no controle da ansiedade, além de melhorar a qualidade do ar. De forma geral, as plantas têm a função de filtrar o ar, por isso, na hora da escolha deve ser levado em conta o local e a necessidade de cada planta, se exige sol pleno, meia sombra ou sombra”, diz Rodrigo.
As espécies mais indicadas são: cactos, suculentas e lírios (ótimas para estimular a criatividade); espada de São Jorge e dracena (conhecidas por serem filtradoras de ar); alecrim (o aroma do óleo ajuda a melhorar as funções cognitivas, como a memória); samambaia (para ambientes com iluminação natural) e costela de Adão (para espaços com luz indireta, meia sombra).
O arquiteto
Natural de São Bernardo do Campo (SP), Rodrigo Santos atua no mercado há quatro anos.
É formado em Arquitetura e Urbanismo (Universidade Nove de Julho), com experiência na área de Regularização Fundiária de empreendimento CDHU, coordenação de Projetos do Básico ao Executivo da “Reforma e Ampliação da Estação Carapicuíba” e Projetos Urbanos de Praças e Parques Lineares para a cidade de Hortolândia (SP).