Como se preparar para a prova de São Silvestre com seis meses de antecedência

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 30 de junho de 2025 às 19:00
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Corrida mais tradicional do país chega à 100ª edição; saiba por onde começar os treinos e evitar lesões até dezembro

Tradicionalmente realizada no dia 31 de dezembro, a Corrida Internacional de São Silvestre chega à 100ª edição em 2025. Com percurso de 15 km pelas ruas de São Paulo, o evento atrai corredores amadores e profissionais de todo o Brasil  – e mesmo quem nunca participou ainda pode se preparar a tempo de cruzar a linha de chegada neste ano.

Segundo o treinador da Smart Fit, Daniel Carlos, o ideal para quem quer começar agora é primeiro fazer uma avaliação de saúde.

Com a liberação médica em mãos, o passo seguinte é organizar um programa de treinos que contemple os principais pilares da corrida: força, cardio e mobilidade. “Uma boa média seria fazer de três a quatro treinos cardiovasculares, dois a três de musculação e, no mesmo ritmo, incluir práticas de mobilidade”, sugere.

A frequência pode parecer alta, mas os treinos são ajustáveis ao nível de condicionamento físico de cada pessoa. “Para iniciantes, é importante controlar o volume e monitorar a intensidade, progredindo de forma gradual e respeitando os limites do corpo”, diz o treinador.

Equilíbrio entre treinos

Um dos pontos centrais da preparação é o equilíbrio entre os diferentes tipos de treino. A musculação, por exemplo, contribui para evitar lesões e melhorar o desempenho na corrida.

Exercícios para membros inferiores e core, como levantamento terra, agachamento com salto e prancha lateral, ajudam a dar estabilidade e potência. Já o cardio pode ser dividido entre corridas leves, treinos longos e tiros curtos — todos fundamentais para desenvolver resistência aeróbica e melhorar o ritmo.

O alongamento e os exercícios de mobilidade também têm papel importante na prevenção de lesões e devem ser incluídos ao fim dos treinos. Além disso, o treinador recomenda manter de um a dois dias de descanso por semana, especialmente em fases de maior carga.

Evolução

Ao longo dos próximos meses, quem se dedica tende a perceber uma série de ganhos: mais fôlego, melhor desempenho, menos dores e maior confiança para enfrentar o percurso. “Entre junho e dezembro, esperamos melhora na resistência, evolução no ritmo e menor chance de lesão”, afirma Daniel.

A Smart Fit irá acompanhar a evolução de alunos que já começaram a treinar para a prova deste ano. Até dezembro, serão publicados conteúdos especiais com dicas e relatos de quem está encarando o desafio da centésima São Silvestre.

Com preparação, orientação e disciplina, ainda dá tempo de fazer parte da história da corrida mais icônica do Brasil.

Confira o treino preparado por Daniel Carlos:


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