CNH em risco: 5 doenças que podem impedir a renovação e suspender direito de dirigir

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 09:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Vai renovar a CNH? Cuidado, o exame médico pode reprovar. Veja lista de grupos de doenças que podem bloquear seu direito de dirigir

Muitos motoristas encaram a renovação da CNH apenas como uma burocracia de taxas e prazos, esquecendo-se do fator crucial: a avaliação de saúde.

O que poucos sabem é que diagnósticos médicos relativamente comuns podem transformar esse processo em uma dor de cabeça.

Por que o exame médico reprova na renovação da CNH?

A legislação de trânsito brasileira não busca punir quem está doente, mas sim proteger a vida do próprio condutor e de terceiros nas vias.

O exame de aptidão física e mental, por exemplo, é a ferramenta usada para garantir que quem assume o volante tem condições plenas de reagir a imprevistos.

Confira a lista completa de doenças que impedem renovação do documento

Vale lembrar que a frequência dessa “conferência” de saúde varia conforme a idade, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB):

Até 49 anos: Renovação a cada 10 anos;

Entre 50 e 69 anos: Renovação a cada 5 anos;

A partir de 70 anos: Renovação a cada 3 anos.

Se durante esses intervalos o condutor desenvolver certas condições, o médico perito pode considerar o motorista “inapto temporariamente” ou “inapto definitivamente”, impedindo a emissão do novo documento.

Quais doenças impedem a renovação da CNH?

As diretrizes para a avaliação médica são rigorosas e baseiam-se em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Veja os grupos de doenças que mais frequentemente barram a renovação da CNH.

1. Epilepsia e quadros convulsivos

Condições que envolvem a perda súbita de consciência são o maior pesadelo da segurança viária. No caso da epilepsia, o diagnóstico por si só não impede a direção, mas a falta de controle da doença, sim.

Para ser considerado apto, o motorista geralmente precisa comprovar, via laudo do neurologista assistente, que está em tratamento contínuo e sem apresentar crises há pelo menos um ano

O coração é o motor do corpo, e se ele falha, a direção se torna perigosa. Doenças cardíacas que apresentam alto risco de morte súbita, desmaios (síncope), tonturas severas ou arritmias complexas não controladas são fatores impeditivos. O médico perito avaliará a capacidade funcional do coração antes de liberar a CNH.

3. Diabetes com hipoglicemias severas

Ser diabético não impede ninguém de dirigir. O problema reside no descontrole da doença, especificamente na hipoglicemia grave, que pode levar à confusão mental, visão turva e até perda de consciência ao volante.

Diabéticos com a glicemia controlada adequadamente renovam sem problemas, mas aqueles com histórico recente de crises severas podem ser barrados até a estabilização do quadro.

4. Distúrbios psiquiátricos e saúde mental

A saúde mental é tão importante quanto a física para a condução. Transtornos que afetam o julgamento, a percepção da realidade e a capacidade de reação rápida são avaliados com cautela.

Exemplos: Esquizofrenia, transtorno bipolar não controlado e depressão severa podem comprometer a segurança. Para renovar, é essencial apresentar laudos psiquiátricos que comprovem estabilidade clínica e adesão ao tratamento.

5. Doenças neurológicas degenerativas

Doenças progressivas como Parkinson e Alzheimer afetam diretamente funções cruciais para dirigir, como a coordenação motora, os reflexos e a cognição (capacidade de processar informações).

Segundo o portal Garagem 360, dependendo do estágio da doença, o médico perito determinará que o condutor não possui mais as condições mínimas necessárias para operar um veículo com segurança.


+ Trânsito