compartilhar no whatsapp
compartilhar no telegram
compartilhar no facebook
compartilhar no linkedin
Com 14 dias de precipitação, mês se mostrou o mais chuvoso dos últimos cinco anos na cidade
O temporal que causou estragos
na última quarta-feira, 27 de fevereiro, contribuiu para Ribeirão Preto
terminar o mês com o maior volume de chuvas dos últimos cinco anos.
Foram registrados 331 milímetros, 59% a mais do que era
esperado para o mês todo, uma média de 208,9 milímetros. O total foi
impulsionado por 14 dias de chuvas, entre as quais a precipitação da tarde de
quarta-feira, com 43 milímetros em cerca de uma hora.
De acordo com o agrometeorologista Glauco Cortez, essa
alta tem relação com a passagem de uma frente fria do litoral paulista que
ainda não deixou a região.
Para março, a expectativa é de
que o volume registrado seja inferior, de 150 milímetros, mas ainda assim de
maneira acumulada em poucos dias. “Essa frente fria está caminhando para o
oceano, então ainda ficam resquícios de umidade. Nós vamos ter ainda chuvas,
mas a expectativa é com os próximos dias, a próxima semana, a quantidade de
chuva vai reduzir, o sol volta a aparecer e aí com o sol esquenta mais e
aumenta a possibilidade de termos chuva de verão, aquela chuva mais forte no
final da tarde e no começo da noite”, explica.
Sem drenagem
A elevada incidência de chuvas em fevereiro mostrou o
despreparo da estrutura urbana de Ribeirão Preto para escoar o volume de água.
Na chuva de quarta-feira, ao menos 15 pontos de alagamento foram registrados,
entre eles
No
início do mês, uma chuva com ventos de 70km/h também causou transtornos aos
moradores, com pontos de alagamento em locais como a Avenida Francisco
Junqueira, além de queda de árvores.
Segundo
o engenheiro Anderson Manzoli, os estragos colocam em evidência a falta de manutenção
e de renovação dos sistemas de drenagem do município. “Mesmo tendo toda a
manutenção, a gente nota que existe uma insuficiência de infraestrutura para
dar conta do volume de água que vem aqui, que é muito grande por conta dessa
declividade”, afirma o especialista, ao analisar a Rua Jorge Teixeira de
Andrade, no bairro Branca Sales, destruída pela enxurrada.
No local, moradores como
Rosângela Aparecida Silveira tiveram a casa invadida pelas águas. Segundo ela,
as bocas-de-lobo do bairro estão sem manutenção. “Sempre teve chuva com
enchente, mas dessa vez foi pior, foi muito forte e invadiu aqui dentro. É a segunda
vez que acaba com a calçada”, diz.
Diante
de queixas como as de Rosângela, o secretário de Infraestrutura, Luís Eduardo
Garcia, reconhece a incapacidade do município em escoar a água da chuva e
prometeu, a partir de março, iniciar a limpeza de 35 mil bueiros da cidade, em
uma tentativa de evitar novos incidentes.