Ele será recebido no Hospital Menino Jesus, em São Paulo, onde dará continuidade ao seu tratamento
Mais um capítulo na história
de Davi Miguel, hoje com cinco anos, deve ser escrito a partir da próxima
semana. É que após ficar 3 anos e 7 meses nos Estados Unidos para tratar uma
doença rara no intestino –
microvilosidades intestinais – que impede que o organismo
absorva os nutrientes, ele voltará para o Brasil na próxima quinta-feira, dia
21 de março.
Já no Brasil, Davi Miguel
ficará em São Paulo, onde será recebido no Hospital Menino Jesus para o mesmo tipo de tratamento que tem em Miami. “Chegando aí, vamos recomeçar tudo. De
início só pode ficar um acompanhante. Se for demorar, vamos ter de alugar uma
casa próxima do hospital. Mas o Davi Miguel está bem, estamos torcendo e
rezando para que faça a viagem bem e chegue bem ao hospital”, comenta seu
pai, Jesimar Gama.
A viagem de retorno da família
ao Brasil será custeada pelo Governo Federal, que continuará pagando o
tratamento no país, até que Davi Miguel entre na lista de espera por um
transplante. É que para curá-lo é preciso um transplante do intestino, o que só
será possível quando ele tiver condições de saúde para passar pelo
procedimento. A equipe deverá
submetê-lo a exames e providenciar a compatibilização do tratamento para os
protocolos nacionais, além de treinar a família para cuidar dos cateteres usados
para a nutrição parenteral.
A segunda fase do retorno prevê a
implementação do serviço de home care em Franca, onde Davi Miguel vai voltar a
morar com os pais. Ele continuará a passar por consultas periódicas em São
Paulo.
Custos
Antes da decisão que condenou a União a pagar os custos, os
pais, Jesimar e Dinea Gama, mobilizaram uma campanha que arrecadou R$ 1,5
milhão e contou até mesmo com a ajuda de famosos. O saldo remanescente da campanha feita
pela família – o valor ainda será apurado – deverá ser utilizado para quitar
despesas nos EUA, como aluguel e energia elétrica, além de ser usado nos cinco
primeiros meses da família no Brasil. Ao todo, R$ 10 mil serão reservados para
serem repassados aos pais durante cinco meses, tempo para readaptação. Caso
seja insuficiente, a União deverá fazer a complementação.