Especialista ensina como identificar sinais de sofrimento emocional infantil e compreender o que o seu filho não consegue dizer
Afinal, o que é birra? De maneira muito objetiva a Dra. Gesika Amorim, Pediatra, Pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, especializada em Tratamento Integral do Autismo em Neurodesenvolvimento, explica: Birra é um comportamento comum, especialmente em crianças, autistas ou não. É uma forma de expressar frustração ou de tentar obter algo desejado.
Veja algumas características que ajudam a identificá-la:
Intencionalidade: A criança geralmente busca manipular a situação para alcançar um objetivo específico.
Temporalidade: As birras tendem a ser passageiras; costumam cessar assim que a criança consegue o que deseja ou percebe que não conseguirá.
Localização: Muitas vezes, ocorrem em ambientes públicos ou em situações onde os pais ou cuidadores estão mais propensos a ceder.
Recuperação: Após uma birra, a criança costuma voltar rapidamente ao seu comportamento normal.
Segundo a Dra. Gesika Amorim, uma crise autista é uma resposta intensa para sobrecargas sensoriais, emocionais ou cognitivas.
Aqui estão algumas características comuns de uma crise autista:
Sobrecarga Sensorial: Pode ser desencadeada por estímulos excessivos, como luzes intensas, ruídos altos ou multidões.
Durabilidade: As crises podem se prolongar e não cessam facilmente, mesmo que a pessoa tenha suas necessidades atendidas.
Localização: Podem ocorrer em qualquer lugar, incluindo ambientes familiares e tranquilos.
Recuperação: A recuperação pode demandar mais tempo e apoio, com a pessoa podendo sentir cansaço extremo ou necessidade de descanso.
Compreender essas distinções é fundamental para oferecer o suporte adequado. Durante uma crise, criar um ambiente seguro e calmante, além de aplicar técnicas de relaxamento, pode ser crucial para ajudar a pessoa autista a se recompor.
“Entender a raiz do comportamento e as motivações subjacentes é essencial para uma resposta eficaz e empática”, ressalta a Dra. Gesika Amorim.
Como agir diante de uma crise?
Apoiar uma pessoa autista durante uma crise exige compreensão, paciência e estratégias específicas. Aqui estão algumas dicas valiosas:
Mantenha a calma: É vital que você permaneça tranquilo. A ansiedade pode aumentar ainda mais a desorientação da pessoa. Utilize uma voz suave e fale devagar. Tente usar técnicas de relaxamento; respiração profunda, alongamentos leves ou frases tranquilizadoras podem auxiliar na calma da pessoa.
Identifique o gatilho: Tente descobrir o que pode ter causado a crise; isso pode incluir estímulos sensoriais ou mudanças inesperadas na rotina.
Ofereça um ambiente seguro: Leve a pessoa para um espaço calmo e seguro, longe de estímulos excessivos – um cômodo silencioso com pouca luz pode ser ideal.
Evite forçar situações: Não pressione para que a pessoa saia da crise ou interaja antes de estar pronta; dê tempo e espaço para sua recuperação.
Use comunicação visual: Se houver dificuldades na comunicação verbal, utilize sinais visuais ou cartões com palavras/imagens para facilitar o entendimento.
Lidar com crises em pessoas autistas é um processo que exige compreensão e empatia. Com as estratégias certas e suporte adequado, é possível criar um ambiente mais positivo e acolhedor para todos os envolvidos – Conclui a Dra. Gesika Amorim.
Quem é
A Dra. Gesika Amorim é Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo.
Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular – (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.