Alerta vermelho ou só birra? Quando o comportamento do filho é um pedido de ajuda

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 21 de julho de 2025 às 19:00
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Especialista ensina como identificar sinais de sofrimento emocional infantil e compreender o que o seu filho não consegue dizer

Afinal, o que é birra? De maneira muito objetiva a Dra. Gesika Amorim, Pediatra, Pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, especializada em Tratamento Integral do Autismo em Neurodesenvolvimento, explica: Birra é um comportamento comum, especialmente em crianças, autistas ou não. É uma forma de expressar frustração ou de tentar obter algo desejado.

Veja algumas características que ajudam a identificá-la:

Intencionalidade: A criança geralmente busca manipular a situação para alcançar um objetivo específico.

Temporalidade: As birras tendem a ser passageiras; costumam cessar assim que a criança consegue o que deseja ou percebe que não conseguirá.

Localização: Muitas vezes, ocorrem em ambientes públicos ou em situações onde os pais ou cuidadores estão mais propensos a ceder.

Recuperação: Após uma birra, a criança costuma voltar rapidamente ao seu comportamento normal.

Segundo a Dra. Gesika Amorim, uma crise autista é uma resposta intensa para sobrecargas sensoriais, emocionais ou cognitivas.

Aqui estão algumas características comuns de uma crise autista:

Sobrecarga Sensorial: Pode ser desencadeada por estímulos excessivos, como luzes intensas, ruídos altos ou multidões.

Durabilidade: As crises podem se prolongar e não cessam facilmente, mesmo que a pessoa tenha suas necessidades atendidas.

Localização: Podem ocorrer em qualquer lugar, incluindo ambientes familiares e tranquilos.

Recuperação: A recuperação pode demandar mais tempo e apoio, com a pessoa podendo sentir cansaço extremo ou necessidade de descanso.

Compreender essas distinções é fundamental para oferecer o suporte adequado. Durante uma crise, criar um ambiente seguro e calmante, além de aplicar técnicas de relaxamento, pode ser crucial para ajudar a pessoa autista a se recompor.

“Entender a raiz do comportamento e as motivações subjacentes é essencial para uma resposta eficaz e empática”, ressalta a Dra. Gesika Amorim.

Como agir diante de uma crise?

Apoiar uma pessoa autista durante uma crise exige compreensão, paciência e estratégias específicas. Aqui estão algumas dicas valiosas:

Mantenha a calma: É vital que você permaneça tranquilo. A ansiedade pode aumentar ainda mais a desorientação da pessoa. Utilize uma voz suave e fale devagar. Tente usar técnicas de relaxamento; respiração profunda, alongamentos leves ou frases tranquilizadoras podem auxiliar na calma da pessoa.

Identifique o gatilho: Tente descobrir o que pode ter causado a crise; isso pode incluir estímulos sensoriais ou mudanças inesperadas na rotina.

Ofereça um ambiente seguro: Leve a pessoa para um espaço calmo e seguro, longe de estímulos excessivos – um cômodo silencioso com pouca luz pode ser ideal.

Evite forçar situações: Não pressione para que a pessoa saia da crise ou interaja antes de estar pronta; dê tempo e espaço para sua recuperação.

Use comunicação visual: Se houver dificuldades na comunicação verbal, utilize sinais visuais ou cartões com palavras/imagens para facilitar o entendimento.

Lidar com crises em pessoas autistas é um processo que exige compreensão e empatia. Com as estratégias certas e suporte adequado, é possível criar um ambiente mais positivo e acolhedor para todos os envolvidos – Conclui a Dra. Gesika Amorim.

Quem é

A Dra. Gesika Amorim é Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo.

Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental;  Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular – (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

Insta: @dragesikaautismo