A guerra na Síria hoje é uma causa humanitária

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 15 de março de 2016 às 13:22
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:40
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A destruição na Síria envolve vários interesses e países: o EI luta pelo apocalipse, o Presidente é de minoria no país, os rebeldes têm apoio dos Estados Unidos, Médicos Sem Fronteiras e até a Cruz Vermelha foram impedidos de atuar lá: a Rússia se retira mas a paz parece ainda longe e todos os que vamos à luta pela Não Violência fazemos aqui nosso protesto pela vida em meio a esse caos da morte de um povo talvez um pré-choque mundial entre o Oriente e o Ocidente. Confira nosso protesto pela paz. 


 

A crueldade da situação que já contabiliza mais de 250 mil pessoas mortas

Esta foto da BBC mostra crianças tentando sobreviver em Damasco

Depois de cinco anos de guerra, o que sobrou do país? É o que perguntam agências de notícias como a AFP e o site BBC. O conflito na Síria já dura cinco anos e matou mais de 250 mil pessoas. Milhões fugiram do conflito, mas cerca de 18 milhões de pessoas ainda moram no país devastado por conta dos vários interesses e pela violência que chega a ser crueldade, quase 10 mil crianças já morreram devido a esta situação complexa. Não temos em nosso blog por aqui condições nem de definir as causas ou as responsabilidades pelos fatos diante da confusão do conflito que além dos sírios que são favoráveis ao ainda Presidente Bashar al-Assad de uma minoria étnica e religiosa, com ligações com a Rússia e a China,  coloca em ação a oposição, os rebeldes sírios apoiados pelos Estados Unidos e outros países do Ocidente, considerado inimigo do Oriente pelos radicais do Estado Islâmico, todo este choque de posições, interesses e diferenças, que ainda têm iranianos e libaneses, bem como além do mais os herdeiros políticos ou filhos de Bin Laden, os Jihadistas, a liderança do xeique Abu Muhammad al-Adnani ou do califa Baghdadi, tornando este conflito quase incompreensível para nós brasileiros, conflito que já foi chamado de Mini Guerra Mundial pelo seu alcance e violência, que até envolve armas químicas ou treinamento ou testes de aviões e de armamentos militares, a chamada indústria da morte. Em muitas cidades a ameaça de morte ou ferimentos  virou uma rotina da vida. Lá todo mundo na Síria conhece alguém que morreu mas até o número exato dos mortos pode nunca ser conhecido. O Centro de Documentação de Violações, uma rede de ativistas dentro da Síria, fez um trabalho para registrar o número de vítimas e as causas de suas mortes. Só para a gente lçer os nomes de adultos e de crianças mortos ou assassinados, levaríamos 19 horas. Para pesquisar as origens e os desdobramentos ou as sequelas e a repercussão geopolítica do conflito, levaríamos vários dias de um trabalho o mais complexo porque envolve etnias, religião, política, interesses econômicos, militares e um surto epidêmico de violência, incluindo, o sofrimento dos desabrigados lá e dos refugiados no mundo. Tudo começou como protestos pacíficos inspirados no movimento Primavera Árabe, contra o governo, em março de 2011, depois se transformou em guerra civil depois que as forças de segurança do Presidente AL-Assad usaram a força contra civis. Cinco anos deste conflito destruíram quase tudo, incluindo a economia da Síria, com o custo total estimado em cerca de US$ 255 bilhões pelo Centro Sírio de Pesquisa Política. Com o desemprego estimado em mais de 50% (aumento de 14% em relação a 2011), famílias sírias lutam diariamente para sobreviver. Cerca de 70% da população está vivendo em pobreza extrema, sem conseguir garantir o básico em alimentos e outros produtos. Esta luta piora ainda mais pelo estado atual da agroindústria na Síria. O que já foi um dos mais fortes setores do país teve sua produção e distribuição muito afetadas pelo conflito e muitas regiões agora têm altos níveis de insegurança alimentar, isso é, fome.  Não vamos com este texto resolver nada mas clamar pela última lucidez. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


Tudo começou há 5 anos com um movimento pacífico tipo Primavera Árabe

O conflito hoje tem um alcance quase incompreensível para o ser humano

A população civil e as crianças são as maiores vítimas do conflito

Quase 10 mil crianças já morreram, 100 mil fugiram da Síria

ONU faz as autoridades se reunirem como em Viena mas a paz não vem  

Este povo está sendo tirado do mapa mundi pela violência da atualidade

Amanhã, aqui neste microblog, mais informações para você, esteja você onde estiver, paz, Padinha!


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