Postura rígida, rosnados e proteção de comida são avisos claros de estresse que antecedem mordidas e ataques.
Veja os sinais que o cão dá antes de ficar agressivo, segundo veterinário; saiba como evitar mordidas (Foto Arquivo)
Um ataque de cão raramente acontece de forma repentina ou sem motivo aparente. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Veterinária Comportamental (AVSAB), a maioria dos episódios violentos dentro de casa ocorre quando tutores ignoram os pequenos sinais de medo, dor e estresse emitidos pelo animal.
O especialista em comportamento animal e médico-veterinário Cleber Santos alerta que a agressividade nasce de uma sequência de avisos não respeitados, traumas passados, falta de socialização ou problemas de saúde físicos.
O Que Fazer e o Que Evitar ao Ler os Sinais
Entender a linguagem corporal e sonora do pet é fundamental para interromper a escalada de estresse antes de um acidente grave:
Corpo rígido e olhar fixo: Ficar com a musculatura tensionada, orelhas apontadas para a frente e encarar fixamente é o passo que antecede o ataque. O cão está avaliando o ambiente como ameaçador;
O rosnado como aviso: O rosnado não é uma provocação, mas um pedido de espaço. Nunca reprima ou brigue com o cão ao rosnar — punir esse alerta faz o animal reprimir o som e pular direto para a mordida na próxima vez;
Guarda de recursos: Rosnar ou ficar agressivo quando alguém se aproxima do pote de ração, brinquedos ou cama é um alerta grave de possessividade que requer adestramento e correção supervisionada;
Isolamento e dor física: Mudanças repentinas na rotina, como se esconder embaixo de móveis ou evitar o toque da família, podem sinalizar dores intensas no corpo ou medo extremo do ambiente.
Proporcionar uma rotina previsível, respeitar os limites do animal e buscar suporte profissional de adestradores e veterinários garante um convívio seguro e equilibrado para toda a família.