Posso pegar uma doença se não limpar direito minha garrafa d’água?

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 12 de julho de 2026 às 07:00
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Estudos de microbiologia alertam para a proliferação de colônias de bactérias e biofilmes em recipientes reutilizáveis

Entenda os perigos de não lavar a garrafa de água diariamente e aprenda o método correto de desinfecção (Foto Arquivo)

 

O hábito saudável de carregar garrafas de água reutilizáveis ao longo do dia ganhou enorme popularidade nos ambientes de trabalho, academias e escolas.

Contudo, especialistas em microbiologia e saúde pública alertam que a falta de higienização adequada desses recipientes transforma o bocal e as paredes internas em um ambiente propício para a proliferação acelerada de microrganismos.

O acúmulo invisível de resíduos pode desencadear problemas de saúde que vão de infecções gastrointestinais a reações alérgicas severas.

Muitos usuários acreditam erroneamente que, por conter apenas água potável, a garrafa permanece limpa indefinidamente. Na realidade, a cada gole, a saliva humana transfere células epiteliais, enzimas e bactérias bucais para o recipiente.

Em um ambiente úmido e fechado, essa combinação orgânica favorece a formação do chamado biofilme, uma camada biológica aderente e viscosa onde colônias de fungos e bactérias patogênicas se multiplicam e se protegem de agentes externos.

Riscos Biológicos e Sintomas Comuns

Análises laboratoriais de amostras coletadas em garrafas de uso diário sem lavagem frequente revelaram a presença de bactérias causadoras de contaminações alimentares graves, semelhantes às encontradas em superfícies de cozinhas e banheiros.

A ingestão contínua desses agentes biológicos pode sobrecarregar o sistema imunológico e provocar sintomas desconfortáveis no trato digestivo, incluindo episódios de diarreia, cólicas abdominais intensas, náuseas e vômitos.

Além dos distúrbios estomacais, o desenvolvimento de mofo e fungos nas borrachas de vedação e nas ranhuras das tampas representa um risco direto para o sistema respiratório.

Indivíduos predispostos a quadros de rinite ou asma podem manifestar crises alérgicas frequentes, tosse seca e irritação na garganta simplesmente ao inalar os esporos fúngicos acumulados nas roscas plásticas toda vez que abrem o acessório para beber.

Protocolo de Higienização Eficiente

Para neutralizar a ameaça invisível e garantir a segurança do consumo diário, médicos sanitaristas recomendam o abandono do hábito de apenas enxaguar a garrafa na torneira antes de reabastecê-la.

A higienização correta exige lavagem diária completa utilizando água corrente, detergente neutro e o auxílio de escovas de cerdas longas, capazes de alcançar o fundo e remover mecanicamente o biofilme aderido ao material.

Os especialistas orientam ainda que uma vez por semana seja realizada uma desinfecção profunda dos componentes.

O processo envolve a imersão da garrafa e de suas tampas desmontadas em uma solução de água com uma colher de sopa de água sanitária ou bicarbonato de sódio por cerca de trinta minutos.

Após o procedimento, todas as peças devem ser enxaguadas exaustivamente e deixadas para secar de cabeça para baixo em local arejado, evitando o armazenamento úmido.

Fonte: Galileu


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