Lágrima ácida: o que causa as manchas sob os olhos de seus animais de estimação

  • Nene Sanches
  • Publicado em 18 de junho de 2026 às 20:00
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Monitorar alteração no comportamento ou no aspecto dos olhos é o melhor caminho para garantir a saúde ocular e o bem estar do pet.

Marcas amarronzadas que frequentemente surgem na região abaixo dos olhos de cães e gatos são popularmente conhecidas como lágrima ácida.

Embora muitos tutores tratem o problema apenas como uma questão visual que afeta a estética do animal, a condição costuma funcionar como um alerta importante sobre o bem-estar e a saúde ocular do bicho.

O escurecimento dos pelos não ocorre porque a secreção é, de fato, ácida. A coloração escura é resultado da oxidação de substâncias presentes na lágrima quando entram em contato com o ar e permanecem acumuladas na pelagem clara.

A umidade constante dessa área cria o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, que agravam a pigmentação e podem levar a dermatites severas com inflamações e feridas.

Por que algumas raças são mais afetadas?

O problema costuma ser mais frequente em raças que possuem características anatômicas específicas. Cães de focinho achatado e com olhos mais protuberantes —como Shih-Tzu, Lhasa Apso, Poodle, Pug, Maltês e Bulldog Francês — apresentam maior predisposição ao excesso de lacrimejamento.

Essa conformação física muitas vezes compromete a drenagem natural das lágrimas. O canal lacrimal desses animais pode ter dificuldade em escoar a secreção de forma correta, resultando em um acúmulo frequente na região abaixo dos olhos.

O que pode estar por trás do lacrimejamento excessivo

O excesso de lágrima nunca deve ser negligenciado, pois o sintoma pode indicar condições variadas. As causas mais comuns envolvem:

Canais lacrimais obstruídos: o sistema de escoamento dos olhos funciona como um ralo natural. Quando esse canal entope devido a infecções passadas ou malformações, a lágrima não consegue descer em direção ao nariz e transborda pelas pálpebras.

Alergias alimentares e ambientais: a sensibilidade a componentes da ração ou a fatores externos, como poeira e fumaça, gera uma resposta inflamatória no corpo do animal. O organismo tenta se defender aumentando drasticamente a produção de fluido ocular.

Pelos longos em contato com a córnea: fios de pelo que nascem muito próximos aos olhos ou que não são aparados com frequência acabam arranhando a superfície ocular. Esse atrito mecânico gera um incômodo constante, fazendo o olho lacrimejar para tentar expulsar o agente agressor.

Problemas e infecções dentárias: as raízes dos dentes superiores dos cães e gatos ficam anatomicamente muito próximas aos canais oculares. Inflamações na gengiva ou infecções bacterianas na boca podem pressionar essas vias, impedindo a drenagem correta da lágrima.

Cílios nascendo no lugar errado (distiquíase): essa é uma alteração congênita em que alguns cílios nascem voltados para a parte interna da pálpebra. O toque contínuo desses pelos na córnea causa dor crônica e estimula a produção ininterrupta de secreção como mecanismo de defesa.

A avaliação de um médico-veterinário é indispensável para identificar a causa raiz, que pode exigir desde ajustes na alimentação e cuidados com a higiene até intervenções medicamentosas ou procedimentos oftalmológicos. O tutor deve ficar atento a sinais como coceira na face, odor forte, sensibilidade à luz, olhos vermelhos e secreção constante.

A prevenção passa pelo cuidado contínuo: manter os pelos do rosto bem aparados, realizar a higienização ocular com produtos recomendados e oferecer uma dieta de alta qualidade.

Segundo uma publicação do portal UOL, monitorar qualquer alteração no comportamento do animal ou no aspecto dos olhos é o melhor caminho para garantir a saúde ocular e a longevidade do pet.


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