Check-up dos 40: veja 10 exames preventivos essenciais para a saúde da mulher

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 28 de maio de 2026 às 21:00
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A chegada aos 40 anos exige novos cuidados médicos; descubra quais testes ajudam a detectar o câncer precocemente e a controlar as mudanças da menopausa

Realizar exames preventivos de forma regular é a melhor estratégia para garantir qualidade de vida e prevenir doenças graves (Foto Shutterstock)

 

A chegada aos 40 anos marca uma fase de grandes transformações no corpo feminino. O início das alterações hormonais causadas pela menopausa exige mais atenção com o bem-estar e a realização de exames.

Nesse cenário, realizar exames preventivos de forma regular é a melhor estratégia para garantir qualidade de vida e prevenir doenças graves. A relevância desses testes é reforçada pela ciência.

Um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ) aponta que mulheres que não fizeram a primeira mamografia têm 40% mais risco de morrer devido ao câncer de mama.

“Adiar ou não realizar exames médicos aos 40 anos pode levar uma mulher a receber diagnóstico tardio de doenças graves, muitas vezes quando as enfermidades já estão em fases avançadas e com menor chance de tratamento”, alerta Juliana Corrêa, médica da área de ginecologia do AmorSaúde.

Quando o diagnóstico é feito cedo, fica muito mais fácil intervir com remédios ou mudanças no estilo de vida.

Abaixo, veja uma lista as 10 avaliações de rotina que não podem ficar de fora do seu radar.

1. Aferição da pressão arterial

Deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano. Esse teste simples permite detectar a hipertensão, uma doença silenciosa que aumenta drasticamente o risco de infartos e AVC.

2. Exame de colesterol (Lipidograma)

Ajuda a diagnosticar alterações nas gorduras do sangue, um dos principais fatores de risco para problemas cardíacos. O ideal é fazer o exame a cada 5 anos (ou menos, caso você tenha histórico familiar).

3. Cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC)

Feito anualmente no consultório, o cálculo identifica o risco de magreza ou sobrepeso. Com o resultado, o médico consegue sugerir dietas adequadas e melhorias nos seus hábitos diários.

4. Avaliação da glicemia

Esse teste de sangue encontra sinais de diabetes e pré-diabetes de forma precoce. Mulheres sem fatores de risco devem fazer o rastreio a cada 3 anos. Quem tem histórico familiar deve repetir o teste anualmente.

5. Mamografia

É o principal exame para identificar lesões nas mamas e prevenir o câncer de mama. O diagnóstico rápido garante tratamentos mais simples e com altas chances de cura. Deve ser feito todo ano após os 40 anos.

6. Exame clínico das mamas

Trata-se do exame de palpação feito pelo próprio ginecologista no consultório. Ele serve como um diagnóstico complementar para buscar nódulos na região e deve ser realizado anualmente.

7. Papanicolau ou teste de HPV

Ambos identificam alterações nas células que podem evoluir para o câncer do colo do útero.

O Papanicolau deve ser feito a cada 3 anos (após dois resultados normais seguidos). Já o teste de HPV pode ser repetido a cada 5 anos.

8. Sorologia para ISTs

Exames de sangue que detectam infecções como HIV, sífilis e hepatites B e C. Evitam complicações sérias como infertilidade e problemas no fígado.

Devem ser feitos ao menos uma vez na vida ou após situações de exposição de risco.

9. Colonoscopia

Rastreia o risco de câncer colorretal e pólipos no intestino. A recomendação geral é fazer a partir dos 50 anos (com repetição a cada 10 anos).

Porém, o médico pode pedir o exame aos 40 se você tiver parentes de primeiro grau com a doença.

10. Densitometria óssea

Mede a densidade dos ossos para detectar a osteopenia e a osteoporose. É indicada para mulheres acima de 65 anos, ou a partir dos 50 anos em casos de menopausa precoce, tabagismo e consumo de álcool.

Fatores de risco e sintomas de alerta

A médica Juliana Corrêa lembra que exames como a ultrassonografia transvaginal não entram no check-up tradicional de rotina.

Eles servem para investigar sintomas específicos, como dor na pelve, dor ao urinar ou inchaço abdominal.

Além disso, mulheres que apresentam condições de risco precisam iniciar os exames mais cedo ou aumentar a frequência das consultas. Fique alerta se você se encaixa em tópicos como:

– Histórico familiar de câncer (mama, ovário ou intestino).
– Obesidade ou sobrepeso.
– Tabagismo ou alcoolismo.
– Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).
– Doenças crônicas ou imunossupressão.
– Menopausa precoce.

Fonte: Alto Astral


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