Tosse, febre e coriza: doenças respiratórias aumentam no outono

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 29 de abril de 2026 às 19:30
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Veja quando os sintomas exigem ida ao médico e como evitar complicações

Outono, aumenta a circulação de vírus respiratórios. Especialistas alertam para prevenção, atenção aos sintomas e cuidado redobrado com grupos de risco (Foto iStock)

 

Basta a temperatura cair um pouco para a rotina mudar: casacos voltam ao uso, janelas ficam mais tempo fechadas e, quase sem perceber, os vírus que causam doenças respiratórias passam a circular com mais intensidade.

É nesse cenário típico do outono que aumentam os casos de gripe, resfriado, bronquite, pneumonia e outras infecções.

A explicação está nas características da estação. O ar mais seco, a permanência em ambientes fechados e a maior proximidade entre as pessoas favorecem a transmissão.

“Essa época do ano é marcada por doenças respiratórias causadas por vírus como influenza, rinovírus, coronavírus, adenovírus e vírus sincicial respiratório. De forma geral, os sintomas são muito parecidos”, explica a infectologista Polyana Gitirana.

Segundo a especialista, alguns vírus podem provocar quadros mais intensos e exigem maior atenção. “Os vírus influenza e coronavírus podem gerar sintomas mais fortes, como febre alta, tosse intensa e desconforto respiratório, podendo evoluir para pneumonia. Para diferenciar com precisão, apenas com exames específicos, como o PCR”, afirma.

Bronquiolite acende alerta em crianças

Entre as doenças que ganham destaque nesta época está a bronquiolite, que afeta principalmente crianças pequenas e, na maioria dos casos, é causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

De acordo com a infectologista, o comportamento da doença tem mudado nos últimos anos. “Tradicionalmente, a bronquiolite tinha pico no inverno, mas temos observado um início mais precoce, ainda no outono”.

“Isso exige atenção redobrada, principalmente com crianças menores, que podem evoluir com quadros graves”, destaca Polyana Gitirana.

A coordenadora pediátrica Patrícia Saraiva reforça o cuidado com os pequenos. “A bronquiolite exige atenção em crianças menores de dois anos, especialmente bebês de até seis meses. Em casos de tosse intensa, chiado no peito ou dificuldade para respirar, é fundamental procurar atendimento médico”, orienta.

Alergias e doenças crônicas também pioram

O período também costuma ser mais desafiador para pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite e asma. O ar seco e os ambientes fechados favorecem crises e aumentam o desconforto.

“É importante manter a casa arejada, evitar umidade e fazer a higiene nasal com soro fisiológico”, orienta Polyana Gitirana.

As medidas de prevenção valem para todos: manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, manter boa hidratação, usar máscara ao apresentar sintomas e manter a vacinação em dia.

Quando procurar atendimento

A recomendação é observar a evolução dos sintomas desde o início. Em muitos casos, o quadro é leve, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica imediata.

Febre alta e persistente, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental, sonolência excessiva ou vômitos intensos são considerados sinais de alerta.

A orientação dos especialistas é clara: no outono, quando os vírus encontram condições ideais para se espalhar, a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Fonte: Notícias ao Minuto


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