Durante o período da Páscoa, o aumento do consumo de chocolate em ambientes domésticos amplia o risco de ingestão acidental por cães e gatos
A ingestão de chocolate pode provocar intoxicação, com sintomas que variam de acordo com o porte do animal (Foto Nouvet)
Na composição do chocolate, há uma grande quantidade de carboidratos, lipídios, aminas biogênicas, neuropeptídeos e metilxantinas — como a teobromina e a cafeína, sendo a concentração de teobromina significativamente maior.
A manteiga de cacau, principal componente do chocolate, é também a responsável pela presença da teobromina, considerada a substância de maior risco para os animais.
A ingestão pode provocar intoxicação, com sintomas que variam de acordo com o porte do animal, a quantidade consumida e a concentração de cacau no produto.
Entre os sinais clínicos mais comuns estão vômito, diarreia, agitação, aumento da frequência cardíaca, tremores musculares e, em casos mais graves, convulsões. Chocolates com maior teor de cacau, como os amargos e meio amargos, apresentam maior concentração de teobromina e, portanto, maior potencial tóxico.
Socorro deve ser imediato em caso de ingestão
De acordo com a Dra. Juliana Valença, veterinária do Nouvet Centro Veterinário 24h, a ingestão exige resposta rápida.
“O organismo dos pets não consegue eliminar a teobromina com a mesma eficiência que os humanos. Mesmo pequenas quantidades podem gerar alterações clínicas. Ao identificar ingestão, a orientação é buscar atendimento veterinário imediato para avaliação e conduta adequada”, afirma.
Além da teobromina, produtos industrializados podem conter açúcar, gorduras e adoçantes como o xilitol, que também representam risco para os animais.
O xilitol, em especial, pode causar queda de glicose no sangue e alterações hepáticas.
A orientação é manter chocolates e outros alimentos fora do alcance dos pets durante as celebrações.
Alternativas seguras para incluir os pets na Páscoa
Para que cães e gatos participem do momento de forma segura, existem opções alimentares adequadas:
– Petiscos naturais como cenoura cozida, abóbora e maçã (sem sementes) para cães
– Alimentos úmidos específicos para gatos, conforme recomendação veterinária
– Biscoitos próprios para pets encontrados em lojas especializadas
– Produtos formulados como “chocolate para pets”, disponíveis em mercados e pet shops, desenvolvidos sem compostos com potencial de toxicidade.