Após a votação do projeto, houve vaias e gritos de “homofóbicos” aos parlamentares: a surpresa foi o placar, que ficou em 10 a 3
Pessoas mais exaltadas não entenderam o placar e o fato de um autor ter votado contra seu próprio projeto (Foto: Comunicação da Câmara)
Nesta terça-feira, após semanas de projetos “mornos”, o clima esquentou no Legislativo francano.
Os vereadores de Franca rejeitaram, por 10 votos a 3, o projeto de lei que determinava a inclusão no calendário oficial de eventos da cidade a “Semana Municipal de Orgulho LGBTQIA+ de Franca”.
Com a votação contrária, a proposta, de autoria coletiva dos vereadores Lindsay Cardoso (CIDADANIA), Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Tidy (DEM), não será implantada em Franca.
Desde a sua apresentação, o projeto vinha passando por alterações para que tivesse chance de angariar mais votos, mas ainda assim os autores não obtiveram êxito.
Clima quente
Somente Gilson Pelizaro, Lindsay Cardoso e Donizete da Farmácia votaram pela aprovação. O terceiro autor, Marcelo Tidy, estranhamente votou contrário ao projeto que ele próprio apresentou.
Segundo apurado pela reportagem, a rejeição do projeto aconteceu, principalmente, pela vinculação de vereadores com seguimentos religiosos da sociedade, que não se manifestaram publicamente, mas eram contrários à iniciativa.
Assim que a votação se concluiu, alguns apoiadores do projeto se exaltaram e chegaram a chamar os parlamentares de “homofóbicos”.
Com o clima tenso, os vereadores se apressaram em concluir a votação, estrategicamente colocada como a última da pauta.
Sobrou para o prefeito
Gilson Pelizaro afirmou que, embora a Câmara de Vereadores tenha se manifestado pela causa, mesmo com a proposta sendo rejeitada, o prefeito Alexandre Ferreira registrou, entre os compromissos de campanha, criar a Semana da Diversidade – o que, segundo o vereador do PT, até o momento, não se concretizou.