“Estamos negociando com o Exército para ter acesso a calibres mais potentes”, diz secretário
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Mágino Alves Barbosa Filho, disse ontem (11) que está negociando com o Exército para que possa fazer licitação internacional para compra de armamentos – atualmente as polícias do país só podem comprar da indústria nacional – e também para ter acesso a “calibres mais potentes”.
Para ele, esses dois itens estão entre as soluções que garantiriam a segurança da população e aumentaria a sensação de segurança. A declaração foi feita durante um evento na Associação Comercial de São Paulo.
Segundo Mágino, a polícia de São Paulo tem o melhor armamento que é autorizada a comprar, mas, para ele, isso não é suficiente:
“Nós vamos ter até uma reunião essa semana com o Comando de Logística do Exército para tratar da venda de outros tipo de calibre e outros tipos de armamento, permitir que façamos licitação internacional para aquisição de armamentos”, disse.
“Quanto ao calibre, o calibre também é o que é autorizado. Isso nós também estamos negociando com o Exército para que tenhamos acesso a calibres mais potentes”.
O secretário disse que sua gestão à frente da SSP-SP será de continuidade do que estava sendo feito pelo ex-secretário Alexandre de Moraes, que hoje é Ministro da Justiça.
Mágino era secretário-adjunto na gestão anterior e disse que os serviços eram feitos “a quatro mãos”, referindo-se ao trabalho conjunto que tinha com Moraes.
Bases comunitárias
Mágino disse ainda que o modelo de base comunitária não é a melhor forma de policiamento. “Um pedido recorrente da sociedade civil é a instalação de uma base comunitária da Polícia Militar em tal região. É um pedido que é uniforme, em todos os setores da sociedade. Esse pedido hoje dificilmente vai ser atendido”, disse o secretário.
Segundo o secretário, é muito mais ágil ter um policiamento de duas horas, com motos, do que um policiamento estático.
De acordo com Mágino, os policiais que permanecem em uma base comunitária ficam “presos”, enquanto poderiam estar em um atendimento de ocorrência na região.
Ele diz que a sensação de segurança para a sociedade é gerada pela presença da polícia na rua.