Universidades do Estado de São Paulo decidem manter aulas à distância no 1º semestre

  • Bernardo Teixeira
  • Publicado em 10 de fevereiro de 2021 às 18:00
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As instituições têm optado por só retomar as aulas presenciais em disciplinas práticas, como a dos anos finais de cursos da área da saúde

Ano letivo começa nesta segunda-feira, 08, com aulas remotas

Autorizadas a retomar as aulas presenciais, as instituições de ensino superior públicas e privadas de São Paulo decidiram manter a maior parte das atividades letivas a distância no primeiro semestre de 2021.

Pela autorização do governo paulista, faculdades e universidades podem reabrir e receber até 35% dos alunos em cidades que estão na fase amarela do Plano São Paulo.

As instituições têm optado por só retomar as aulas presenciais em disciplinas práticas, como a dos anos finais de cursos da área da saúde.

As matérias teóricas continuam sendo feitas de forma remota. A informação foi adianta pelo jornal O Estado de S. Paulo, informa a Folhapress.

A decisão de adiar o retorno presencial, segundo os dirigentes das instituições, ocorreu após o aumento de casos de Covid-19 registrado em todo o estado no início deste ano.

Eles avaliam que não há necessidade de colocar alunos e professores em risco de contaminação depois de terem se adaptado ao ensino remoto.

Nas três universidades públicas estaduais, o primeiro semestre letivo ainda não começou, mas o planejamento é de que seja iniciado com atividades a distância.

Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), as aulas de 2021 devem começar em abril de forma remota por causa do “recrudescimento da pandemia”.

“Estamos trabalhando com muita cautela, priorizando a saúde e a vida das pessoas”, diz a pró-reitora de graduação, Célia Maria Giacheti.

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o reitor Marcelo Knobel suspendeu as atividades presenciais no fim de janeiro depois do aumento de casos de infecção no estado.

A suspensão continua valendo até as regiões de Campinas e Piracicaba, onde a instituição tem câmpus, permanecerem por 14 dias seguidos na fase amarela.

No entanto, mesmo que a situação permaneça estável, a tendência é de que a instituição também mantenha a maior parte das aulas no modelo remoto.

Na USP (Universidade de São Paulo), a orientação também é de que as atividades sejam mantidas preferencialmente a distância.

As faculdades privadas também optaram por adiar o retorno. Elas já preveem que as aulas presenciais não voltam para todos os cursos no primeiro semestre deste ano.

Além da piora da pandemia, as faculdades avaliam que houve boa adaptação dos alunos ao ensino remoto.

O retorno presencial, neste momento, dificultaria o planejamento dos cursos e iria aumentar o custo de funcionamento das instituições, já que seriam necessárias adaptações físicas e contratação de mais funcionários de limpeza.

“A adaptação ao remoto foi boa nos cursos de graduação. Os próprios alunos avaliam que não há motivo para o retorno presencial neste momento ainda crítico”, diz Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior).

Segundo ele, com a autorização de retorno para apenas 35% das matrículas, as instituições têm optado por receber presencialmente apenas os alunos de cursos com disciplinas práticas e que estão próximos de concluir a graduação.


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